Texto retirado do blog Boteco Socialista
Quem um dia irá dizer que existe razão pras coisas feitas pelo coração?
Pois é!
A VIVO operadora de telefonia móvel produziu um excelente vídeo com a música clássico da Banda Legião Urbana. Ficou muito bom! Deixo aqui pra vocês.
Páginas
domingo, 12 de junho de 2011
Clipe de "Eduardo e Mônica" para o dia dos namorados - A história de amor mais cantada do Brasil virou filme
sábado, 11 de junho de 2011
Devolva meu sotaque!
Texto retirado do Blog do Noblat
Sou do Recife, a maior cidade pequena do mundo. Por aqui, mania de grandeza é bóia: temos o maior Shopping da América Latina (improvável), a maior avenida em linha reta do Brasil (duvide-o-dó), o maior bloco de carnaval ao ar livre do planeta (vá lá, esse pode até ser), somos recordistas em ataques de tubarão, temos o canal mais fedorento do mundo (isso eu tenho quase certeza que é verdade) e que, além de fedorento tem as únicas comportas em forma de caranguejo do universo.
É assim, a gente se orgulha de tudo, uma resenha.
Ok, exagero, eu sei! Deixemos esse bairrismo exacerbado de lado, mas precisei exemplificá-lo para que você, leitor de qualquer outra parte do mundo, entenda como a gente fica arretado ao ver o galã da telenovela das seis dizer um VISSE no lugar errado, com a entonação errada, na frase errada!
Nada contra essa “nordestinização” globalizada. Mas, já que vai fazer, movéi, que faça direito. Ainda não vi na história novelística brasileira, um ator/atriz (Suzanna Vieira inclusive e principalmente) que tenha entoado um sotaque de forma convincente.
A historinha televisiva é bonita, tem uma direção de arte linda, figurino interessante, mas porque, eu pergunto, insistir nesse danado desse sotaque que atores cariocas/paulistas não dominam? Vôte!
Não podia ser simplesmente como a outra telenovela que se passava na Índia, mas que todo mundo falava português? Licença poética! É de mentirinha, a gente já sabe disso, então pode tudo. Só não pode grear com sotaque dos outros. Sem fuleragem, né?
A gente já tem que engolir ser chamado de “paraíba” a vida toda (nada contra, muito pelo contrário, amo meus vizinhos paraibanos) mas, cada um no seu quadrado!
Sabe aquela aula de geografia que você faltou? Pois foi justamente nela que ensinava que Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará são lugares DIFERENTES. Parecidos, mas diferentes.
Já pensou eu chegar no Rio chamando carioca de paulista? Tu não ia estilar?
- Oxe, mas é bem pertinho e (pra gente) o sotaque é quase igual. Pode não?
Pode não! Paraibano é paraibano e pernambucano é massa. Eita, deixei escapar odanado do bairrismo que tava escondido debaixo do tapete, foi mal aí, movéi.
Desculpem o arrudeio, mas é porque OXE e EITA são assuntos importantes pelas bandas de cá, VISSE?
Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife
quarta-feira, 1 de junho de 2011
HQ: Superman - Entre a Foice e o Martelo
Autores: Mark Millar (roteiro), Dave Johnson (desenhos), Andrew Robinson (arte-final) e Paul Mounts (cores).
Data de lançamento: Abril de 2004
Sinopse: O que aconteceria se o foguete que trouxe Kal-El de Krypton caísse na União Soviética, nos anos da Guerra Fria?
Este é o mote desta minissérie da linha Túnel do Tempo (Elseworld, no original).
Positivo/Negativo: Na trama, o Super-Homem é criado numa fazenda coletiva na antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), e quando resolve que está na hora de ajudar outras pessoas, parte para a capital Moscou, e torna-se o ícone do governo de Joseph Stalin.
São muitos os aspectos interessantes, como o momento em que os americanos ficam sabendo da existência do Super-Homem, as diferenças não tão sutis entre o capitalismo e o socialismo, e vários outros toques políticos que o autor imprime à história.
Mas, com certeza, o melhor é o Lex Luthor concebido por Mark Millar.
Ele é um cientista, e também o homem mais inteligente do planeta. Encara a aparição do Homem de Aço como um desafio a seu intelecto, e começa a procurar um modo de derrotá-lo.
No princípio, tudo parece normal, com ele sendo apenas o meio dos Estados Unidos igualarem as coisas no cenário mundial, mas aos poucos a verdadeira faceta de Luthor vai vindo à tona, e o leitor tem o prazer de ver o vilão como ele realmente é. Humano e extremamente perverso.
Os desenhos de Dave Johnson (responsável por várias capas de 100 Balas) são muito bonitos, enquanto a arte-final e a colorização dão o toque exato à beleza do trabalho.
Quanto à edição da revista, ficou de bom tom o glossário ao final da edição, dando informações acerca de personalidades, momentos políticos e demais eventos pertinentes à Guerra Fria.
No entanto, nem tudo são flores: Na página 21, quarto quadro, está grafado "Supermam", com um "m" no final. Mas o que chama mais a atenção, é que, pelo fato de a Panini chamar o herói pelo seu nome no original (coisa que começou na Abril, vale lembrar), em detrimento do bom, velho e bem mais legal "Super-Homem", fica muito estranho os personagens soviéticos da história o chamarem por um nome em inglês.
Ainda falando em nomes e traduções, Entre a Foice e o Martelo é uma adaptação hedionda para o original Red Son, que significa, literalmente, Filho Vermelho, uma clara referência ao socialismo (comunismo se preferir), e que também pode soar como Red Sun (a pronúncia é a mesma em ambos os casos), que significa Sol Vermelho, e que "poderia" sugerir algo em relação aos poderes do herói, que provém do sol amarelo de nossa galáxia.
Para concluir sobre as traduções: na página 8, segundo quadro, Lex Luthor está lendo um livro. Ao dizer seu nome, está grafado "il príncipe". Como a intenção aparente era a de colocar o nome da obra de Maquiavel no original em italiano, a grafia correta seria sem o acento agudo na segunda palavra.
Pode-se fazer alguns comentários a respeito de Lex Luthor estar convenientemente lendo este livro. Uma idéia que Maquiavel apresenta na obra é a de que a ocasião está dada, faltando somente um líder para guiar a nação (no caso, a Itália) de volta às glórias do passado.
Outra idéia que o autor aborda é a de que os homens ou se conquistam ou se exterminam.
É também bom ressaltar que o livro, antes de tudo, é um manual para como o príncipe deve agir.
"Viajando" um pouco na co-relação de O Príncipe e este Superman: Entre a Foice e o Martelo, pode-se notar que alguns aspectos do livro de Maquiavel combinam perfeitamente com o conceito geral da Guerra Fria, e também com a eterna batalha entre o Super-Homem e Lex Luthor por uma "suposta" hegemonia de pensamento. Em ambos os casos, somente um dos lados pode estar certo, e outro deve ser conquistado ou exterminado.
Reparar em alguns destes detalhes deixa o roteiro de Millar ainda mais instigante.
Depois de ler este primeiro número, fica fácil entender o porquê da minissérie ter concorrido na categoria de Melhor Série Limitada no Eisner Awards deste ano.
Download:
Superman - Entre a Foice e o Martelo
Parte 1 de 3
Parte 1 de 3
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Encontro de Blogueir@s e Redes Sociais de Pernambuco
No dia 21 de Maio, o Centro de Convenções será o cenário do Encontro de Blogueiros e Redes Sociais de Pernambuco, com a presença dos jornalistas, Altamiro Borges e Paulo Henrique Amorim. As inscrições são gratuitas e feitas pela internet.
Para participar do evento, faça a sua inscrição clicando aqui.
domingo, 8 de maio de 2011
Fliporto 2011: evento acontecerá novamente em Olinda
A Cidade Patrimônio recebe a sétima edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco. Tema deste ano será 'Literatura Oriental' e terá o escritor Gilberto Freyre como homenageado
Por Secretaria de Comunicação de Olinda
Se em 2009 foi a vez da influência ibérica e, em 2010, da presença judaica, nesta edição a Fliporto 2011 irá fazer uma verdadeira viagem ao Oriente. O evento, que será realizado entre os dias 11 e 15 de novembro, em Olinda, irá trazer escritores, pensadores e acadêmicos que lidam diretamente com a questão da identidade do Oriente e suas intersecções.
“A Fliporto foi um grande presente para Olinda. É um evento consagrado e conhecido no Brasil inteiro, que encaixou muito bem na cidade. Olinda emprestou seu charme para a festa literária”, explicou o prefeito Renildo Calheiros. De acordo com o prefeito, a pretensão da prefeitura é construir um teatro no Sítio Histórico para dar melhor suporte a eventos dessa natureza. “A organização contará com todo o empenho e esforço da nossa equipe”, completou.
Segundo o coordenador geral da Festa, o advogado e escritor Antônio Campos, esse é o momento ideal para entendermos a ligação do Brasil com o pensamento oriental. “Queremos fazer um verdadeiro apanhado da literatura do Oriente. Dialogar com o que há de melhor nessa filosofia e brindar todos os escritores brasileiros que fizeram essa viagem de conhecimento e redenção”, aponta.
O homenageado deste ano será o escritor pernambucano Gilberto Freyre, que em 2011 comemora o cinquentenário das viagens que realizou à África, Portugal e aos países do Oriente, resultando no lançamento do título “Aventura e Rotina”, um belo diário de viagem publicado dois anos depois.
O jornalista e escritor Mario Helio Gomes é quem assina a curadoria literária da festa, que trará escritores como Derek Walcott (Santa Lúcia, Caribe), Fernanda de Camargo-Moro (Brasil), Tariq Ali (Paquistão), José Roberto Teixeira Leite (Brasil), Joumana Haddad (Líbano), Ryoki Inoue (Brasil) e Abdel-Bari Atwan (Palestina). Neste ano a Fliporto mantém a atuação de seus diversos polos com a Fliporto Criança, o Cine Fliporto, a Fliporto Digital e a Fliporto Gastronomia.
Todas as informações sobre a Fliporto estarão disponíveis no endereço eletrônico www.fliporto.net.
sábado, 7 de maio de 2011
Fidel Castro comenta o assassinato de Osama Bin Laden
Reproduzo texto publicado no sítio Vermelho
Aqueles que se ocupam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo se solidarizou com o dos Estados Unidos e deu a modesta cooperação que podíamos oferecer no campo da saúde às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova York.
Por Fidel Castro
Oferecemos também de imediato as pistas aéreas de nosso país para os aviões norte-americanos que não tiveram onde aterrissar, dado o caos reinante nas primeiras horas depois daquele golpe.É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que se opôs sempre às ações que puseram em perigo a vida de civis.
Partidários decididos da luta armada contra a tirania batistiana, éramos, por outro lado, opostos por princípio a todo ato terrorista que conduzisse à morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, nos dá o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.
No ato público de massas efetuado na Cidade do Esporte expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais se resolveria mediante a violência e a guerra.
Bin Laden foi, certamente, durante anos, amigo dos Estados Unidos, que o treinou militarmente, e adversário da URSS e do socialismo, mas qualquer que fossem os atos atribuídos a ele, o assassinato de um ser humano desarmado e acompanhado de familiares constitui um fato repugnante. Aparentemente foi isso que fez o governo da nação mais poderosa de todos os tempos.
O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O lugar vazio na mesa. As crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 mil cidadãos se foram para longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.
Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas recordem as guerras injustas desencadeadas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão, as centenas de milhares de crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai e os pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.
Milhões de cidadãos se foram para longe de seus povos no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Cambodja, Cuba e outros muitos países do mundo.
Da mente de centenas de milhões de pessoas não se apagaram tampouco as horríveis imagens de seres humanos que em Guantânamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente, submetidos durante meses e inclusive anos a insuportáveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas sequestradas e transportadas a prisões secretas com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.
Obama não tem como ocultar que Osama foi executado na presença de seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis foram violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.
Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem lei nem julgamento expliquem o ocorrido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?
Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather difundiu por meio dessa emissora de televisão que em 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma hemodiálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de esconder-se nem de proteger-se em cavernas profundas.
Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstram medo e insegurança, convertem-no em um personagem muito mais perigoso.
A própria opinião pública dos Estados Unidos, depois da euforia inicial, terminará criticando os métodos que, longe de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.
Fidel Castro Ruz
4 de maio de 2011
20 h 34
Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho
domingo, 1 de maio de 2011
A homenagem de Maiakovski ao Dia Mundial do Trabalhador
Leia abaixo os versos do grande poeta e revolucionário russo sobre o Primeiro de Maio.

Meu Maio (Vladimir Maiakovski)
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
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