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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Maestro Spok explica as modalidades do mais carnavalesco dos ritmos

Nascido do povo e, por isso mesmo, heterogêneo e multifacetado, ao longo do tempo o frevo sofreu várias influências. Na década de 1930, com a popularização do ritmo pelas gravações em disco e sua divulgação pelos programas de rádio, dividiu-se em três modalidades: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção. Neste vídeo, o maestro Spok nos apresenta um pouco dessa história.

   

 O vídeo é parte integrante do DVD "Spok Frevo Orquestra - Passo de Anjo Ao Vivo".

Fonte: Portal Vermelho

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Aconteceu em 7 de novembro

Hoje é comemorado três grandes eventos importantíssimos do qual eu sinto orgulho: 94 anos da Revolução Bolchevique na Russia sob o comando de Lênin, 163 anos que começou a fase armada da Revolução Praieira em Pernambuco e 4 anos do nascimento do meu filho

Fonte: Portal Vermelho

1917 - Dia da Revolução de Outubro
(25/10 pelo antigo calendário russo) Insurreição operária e camponesa na Rússia, sob a direção dos bolcheviques de Lênin. Começa a 1ª experiência de construção do socialismo no mundo.
Outubro, 
escultura
de A. Baladin
1825:
Surge O Diário de Pernambuco, PE.
1831: 
Lei que proíbe o tráfico de escravos, totalmente desrespeitada.
1837:
Proclamada a República Bahiense, em Salvador. Início da Sabinada.
1848:Começa a fase armada da Revolução Praieira em PE.
1912:
4º (?) Congresso Operário Brasileiro, 187 delegados, no Rio. Com apoio oficial, é tido como amarelo(pelego).
1918:
Insurreição de operários e soldados alemães em Munique.
1921:
Fundado o Grupo Comunista do Rio de Janeiro.
1929:
Reprimido a tiros no Rio o comício do 12º aniversário da Revolução de 1917.
1932:
Após amplo movimento de opinião pública, a Suprema Corte dos EUA inocenta os 9 de Scottsboro, jovens negros acusados de estuprar 2 mulheres brancas em 30.
Os "rapazes
de Scottsboro"
1989:
Greve nacional dos ferroviários.
1992:
Nos 75 anos da Revolução de 17, 50 mil saem às ruas em Moscou pela renúncia de Ieltsin e a volta do socialismo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Alto da Sé de cara nova


As obras de revitalização do Alto da Sé foram inauguradas hoje, segunda-feira (24), às 17h, com a presença do prefeito Renildo Calheiros e do governador de Pernambuco Eduardo Campos

Por Secretaria de Comunicação de Olinda
Vista da Igreja da Sé, a partir do Elevador Panorâmico da Caixa D'Água. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Vista da Igreja da Sé, a partir do Elevador Panorâmico da Caixa D'Água. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
A Prefeitura de Olinda tem o prazer de entregar à população o ponto turístico número 1 de Pernambuco inteiramente requalificado, o Alto da Sé. A inauguração foi nesta segunda-feira (24), às 17h, com a presença do prefeito Renildo Calheiros e do governador do Estado, Eduardo Campos.
LARGO DO ALTO DA SÉ – A obra do Alto da Sé foi coordenada pela Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda. Foi reestruturado o espaço do Largo da Sé, que se estende desde a Igreja da Sé até a Ladeira da Misericórdia, com reforma, recuperação e revitalização do local, contemplando as praças e toda a infraestrutura do entorno, bem como a readequação paisagística.
CAIXA D’ÁGUA – A ação incluiu também a obra de requalificação do prédio da Caixa D’Água, primeira construção em estilo moderno com “cobogós” do País. No edifício, que tem 20 metros de altura, foi instalado um elevador panorâmico e o local foi transformado num mirante, o que possibilita uma vista de 360 graus para Olinda e Recife. Além disso, foi recuperado o terraço e os espaços interiores para a instalação de atividades de apoio à visitação turística.
MERCADO DE ARTESANATO E HORTO DEL REY – O Alto da Sé ganhou ainda novo Mercado de Artesanato. Os lojistas que ficavam instalados na lateral da Caixa D´Água foram instalados na Rua Bispo Coutinho de Baixo, onde fica localizado o novo mercado. Com isso, os visitantes podem ter acesso à vista do Horto Del Rey, segundo horto botânico mais antigo do Brasil.
Vista Panorâmica de Olinda, a partir da Caixa D'Água do Alto da Sé. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Vista Panorâmica de Olinda, a partir da Caixa D'Água do Alto da Sé. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
EMBUTIMENTO DA FIAÇÃO – A fiação elétrica aérea foi embutida. Os postes comuns foram retirados, desobstruindo a interferência visual provocada pelos fios.
ACESSIBILIDADE UNIVERSAL – O projeto também requalificou as praças com novo piso/revestimento que valoriza o pedestre e prioriza os portadores de deficiência (passarela de travessia elevada, piso tátil, piso alerta, piso direcional e rampas).
O projeto de requalificação teve investimentos na ordem de 4,5 milhões, provenientes do PRODETUR.

domingo, 11 de setembro de 2011

Lambada, a cumbia brasileira, música caliente e envolvente!


A lambada é um gênero musical surgido no Pará, na década de 1970, tendo como base o carimbó e a guitarrada, influenciada por ritmos como a cumbia e o merengue.

Com uma gigantesca estrutura de marketing e músicos populares, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana "Llorando Se Fue" tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo.

Como acontece com certa freqüência em outras situações, a valorização do produto só se deu após reconhecimento no exterior. Seguiu-se um período intenso de composições e gravações de lambadas tanto no mercado interno quanto externo. Os franceses, por exemplo, compraram de uma só vez os direitos autorais de centenas de músicas. Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram carona no sucesso do ritmo, como Beto BarbosaMárcia FerreiraManezinho do Sax, outros ainda incrementando suas carreiras, como foi o caso de Sidney MagalSandy e JúniorFafá de Belém e o grupo Trem da Alegria.

A lambada dança teve sua origem a partir de uma mudança do carimbó que passou a ser dançado por duplas abraçadas ao invés de duplas soltas. Assim como o forró, a lambada tem na sua referência principal para o passo básico, somando-se o balão apagado, o pião e outras figuras do maxixe.

A lambada depois do seu sucesso deu-se uma queda, mas ainda continua resistindo com Beto Barbosa, Sidney Magal além de outros músicos e DJs que fazem questão de reviver estilos musicais latinos considerados calientes, principalmente em Pernambuco como é o caso das bandas Academia da Berlinda, Victor Camarotti e Banda Arquibancada, alem de vários DJ’s, como é o caso do DJ 440 e do DJ Tampinha, que realiza todo mês festas como o Baila Nêga, que revive essa cultura.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A independência nacional e a luta política

Texto retirado do Portal da Funndação Maurício Grabois

 Pela primeira vez na história do Brasil assistimos ontem, na esplanada dos Ministérios, em Brasilia, um desfile comemorativo da Independência dirigido por uma mulher, a presidenta Dilma Rousseff. Dilma, que foi presa política durante o regime militar que se instalou no país a partir do golpe de 1964, é a comandante suprema das Forças Armadas brasileiras na atualidade.

Como está consagrado em nosso Programa Socialista, “a Independência foi fruto de um processo cumulativo resultante de lutas, que possibilitou a ruptura em 1822. Ao contrário do que proclama a historiografia oficial, não foi uma doação da Metrópole portuguesa, e sim das jornadas populares de Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco, e nos campos de batalha em Bahia, Maranhão e Piauí”. E segue este trecho dedicado ao processo político e econômico de nossa independência mostrando que “o rompimento com a opressão colonial tem raízes nas guerras do século XVII contra os holandeses; na Conjuração Mineira de 1789, que projeta o perfil heróico do alferes Tiradentes; na Conjuração Baiana de 1798. 

O processo da Independência do Brasil passa pelo episódio do 7 de Setembro de 1822, mas vem de muito antes e vai até muito depois, com destaque para o 2 de Julho de 1823 da Bahia”. Por fim, o documento programático dos comunistas brasileiros esclarece que “a conquista da autonomia política não significou, porém, a derrota dos setores agromercantis – aliados internos da exploração estrangeira, principalmente a inglesa – que permaneceram à frente da política, da economia e da sociedade. 

O projeto autonomista e democrático de José Bonifácio foi deixado de lado e substituído pelo programa dos latifundiários, dos traficantes de escravos e da Casa de Bragança. Isso estimulou heroicas rebeliões de natureza republicana e democrática: a Confederação do Equador no Nordeste; a Cabanagem no Pará; a Balaiada no Maranhão; a Farroupilha no Rio Grande do Sul; a Sabinada na Bahia; a Praieira em Pernambuco, massacradas pelo regime monárquico escravista. Ao final do Império, objetivamente, a unidade nacional estava consolidada e o Brasil detentor de um território continental”.

Entretanto, a independência de um país não deve ser vista apenas como um mero fato histórico. Como fato histórico, ela deve ser lembrada, relembrada e ter em seus heróis referências para tocar adiante a vida de um país. E principalmente um projeto para este país. Temos um compromisso de honrar figuras históricas como José Bonifácio, Getúlio Vargas e outros que em seu tempo e de forma contraditória transformaram em realidade o fato objetivo de nossa independência proclamada em 1822. Como comunistas e brasileiros repudiamos a noção da historiografia das classes dominantes para quem o sete de setembro de 1822 foi um mero arranjo político das elites brasileiras e portuguesas.

A grande questão é tirarmos consequências da história à luz do tempo presente. Um novo pacto de político capaz de abrir caminho para um novo salto civilizacional se faz necessário. Não se trata de uma mera tese acadêmica ou abstração isolada. É uma questão de construção política, de exercício de “ampliação e radicalização”. A grande lição do sete de setembro de 1822 reside exatamente nisso: na necessidade de viabilização de saltos quantitativos e qualitativos, capaz de alçar nosso país a um novo patamar, de proscrever o velho, gestar o novo com caracteres claros de "Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento". 

Por Renato Rabelo - Presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

domingo, 19 de junho de 2011

Eric Hobsbawm: crise econômica explica deriva à direita na Europa


O blog do italiano Beppe Grillo entrevistou Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores marxistas vivo. A entrevista aconteceu no dia do seu 94º aniversário, quando esteve em Roma para o lançamento da tradução italiana de seu livro How to Change the World - Why rediscover the inheritance of Marxism.

Hobsbawm analisa a possibilidade de uma deriva rumo à direita nos próximos anos na Europa, por razões relacionadas com a depressão econômica, a ânsia por segurança e a estagnação da União Europeia, arcada sob o peso da obrigação de ser cada vez maior e maior e pela falta de visão política comum. Além disso, os movimentos de resistência têm crescido mais em regiões onde há um maior número de jovens – por exemplo no norte da África e nos países em desenvolvimento, não na Europa. Mas, acima de tudo, Hobsbawm, que faz questão de dizer que é um historiador, não um futurologista – fala-nos sobre o que é hoje o marxismo e sobre os seus efeitos.

Marxismo hoje

Eric Hobsbawm: Sou o Eric Hobsbawm. Sou um historiador muito velho. Como tal, telefona-me no dia do meu 94º aniversário. Durante toda a minha vida escrevi principalmente sobre a história dos movimentos sociais, a história geral da Europa e do mundo dos séculos 19 e 20. Acho que todos os meus livros estão traduzidos para italiano e alguns foram até bastante bem recebidos.

Blog de Beppe Grillo: A nossa primeira pergunta é sobre o seu livro. O marxismo é considerado um fenômeno pós-ideológico. Poderia explicar-nos porquê? E quais serão as consequências dessa mudança?  

Eric Hobsbawm: Eu não usei exatamente a expressão “fenômeno pós-ideológico” para marxismo, mas é verdade que, no momento, o marxismo deixou de ser o principal sistema de crenças associado aos grandes movimentos políticos de massa em toda a Europa. Apesar disso, acho que sobrevivem alguns pequenos movimentos marxistas. Nesse sentido, houve uma grande mudança no papel político que o marxismo desempenha na política da Europa. Há algumas partes do mundo, por exemplo, a América Latina, em que as coisas não se passaram do mesmo modo. A consequência daquela mudança, na minha opinião, é que agora todos podemos concentrar-nos mais e melhor nas mudanças permanentes que o marxismo provocou, nas conquistas permanentes do marxismo. 

Essas conquistas permanentes, na minha opinião, são as seguintes: Primeiro, Marx introduziu algo que foi considerado novidade e ainda não se realizou completamente, a saber, a crença de que o sistema econômico que conhecemos não é permanente nem destinado a durar eternamente; que é apenas uma fase, uma etapa no desenvolvimento histórico que acontece de um determinado modo e deixará de existir e converter-se-á noutra coisa ao longo do tempo. 

Segundo, acho que Marx concentrou-se na análise do específico modus operandi, do modo como o sistema operou e se desenvolveu. Em particular, concentrou-se no curioso e descontinuo modo através do qual o sistema cresceu e desenvolveu contradições, que por sua vez produziram grandes crises.

A principal vantagem da análise que o marxismo permite fazer é que considera o capitalismo como um sistema que origina periodicamente contradições internas que geram crises de diferentes tipos que, por sua vez, têm de ser superadas mediante uma transformação básica ou alguma modificação menor do sistema. Trata-se desta descontinuidade, deste reconhecimento de que o capitalismo opera não como sistema que tende a se auto-estabilizar, mas que é sempre instável e eventualmente, portanto, requere grandes mudanças. Esse é o principal elemento que ainda sobrevive do marxismo. 

Terceiro, e acho que aí está a preciosidade do que se poderá chamar de fenômeno ideológico, o marxismo é baseado, para muitos marxistas, num senso profundo de injustiça social, de indignação contra a desigualdade social entre os pobres e os ricos e poderosos. 

Quarto, e último, acho que talvez se deva considerar um elemento – que Marx talvez não reconhecesse – mas que esteve sempre presente no marxismo: um elemento de utopia. A crença de que, de um modo ou de outro, a sociedade chegará a uma sociedade melhor, mais humana, do que a sociedade na qual todos vivemos atualmente. 

Deriva à direita na Europa
Blog: No norte da África e em alguns países europeus – Espanha, Grécia e Irlanda – alguns movimentos de jovens que nasceram na internet e usam redes, por exemplo Twitter e Facebook, estão aproximando-se da política. São movimentos que exigem mais envolvimento e mudanças radicais nas escolhas das sociedades. Mas, ao mesmo tempo, a Espanha tende à direita; a Dinamarca votou pelo encerramento das fronteiras com a Hungria; e na Finlândia, e até mesmo na França, com Marie Le Pen, estão surgindo partidos nacionalistas de extrema-direita. Não é isto uma contradição? 

Eric Hobsbawm: Não, não acho. Acho que são fenômenos diferentes. Acho que, na maioria dos países ocidentais, hoje, os jovens são uma minoria politicamente ativa, largamente por efeito de como a educação é construída. Por exemplo: os estudantes sempre foram, ao longo dos séculos, elementos ativistas. Ao mesmo tempo, a juventude educada hoje é muito mais familiarizada com modernas tecnologias de informação, que transformaram a agitação política transnacional e a mobilização política transnacional.

Mas há uma diferença entre esses movimentos de jovens educados nos países do ocidente, onde, em geral, toda a juventude é fenômeno de minoria, e movimentos similares de jovens em países islâmicos e em outros lugares, nos quais a maioria da população tem entre 25 e 30 anos. Nesses países, portanto, muito mais do que na Europa, os movimentos de jovens são politicamente muito mais massivos e podem ter maior impacto político. O impacto adicional na radicalização dos movimentos de juventude acontece porque os jovens hoje, em período de crise econômica, são desproporcionalmente afetados pelo desemprego e, portanto, estão desproporcionalmente insatisfeitos. Mas não se pode adivinhar que rumos tomarão esses movimentos. No todo, os movimentos dessa juventude educada não são, politicamente falando, movimentos da direita. Mas eles só, eles pelos seus próprios meios, não são capazes de definir o formato da política nacional e todo o futuro. Creio que, nos próximos dois meses, assistiremos aos desdobramentos desse processo.

Os jovens iniciaram grandes revoluções, mas não serão eles que necessariamente decidirão a direção geral pela qual andarão aquelas revoluções. Cada direção, claro, depende do país e da região. Obviamente as revoluções serão muito diferentes nos países islâmicos, do que são na Europa ou, claro, nos EUA.

E é verdade que na Europa e provavelmente nos EUA pode haver uma deriva para a direita, na política. Mas isso, parece-me, será assunto da terceira pergunta.

Crise econômica

Blog: Sim, a próxima pergunta é sobre a crise econômica em que vivemos desde 2008. As crises de 29, 33, levaram o fascismo ao poder. Prevê algum risco de a crise atual ter os efeitos que tiveram as crises de 28, 29, 33? 

Eric Hobsbawm: Bem, não há dúvidas de que a crise, a crise econômica que se arrasta desde 2008, tem muito a ver com a deriva à direita na Europa. Acho que, hoje, só quatro economias na Europa, na União Europeia, estão sob governos de centro ou de esquerda. Algumas daquelas devem perder. A Espanha provavelmente também se moverá em direção à direita. Nesse sentido, parece verdade. Não acho que haja aí qualquer risco de ascensão do fascismo, como nos anos 1930s. O perigo do fascismo nos anos 1930s foi, em grande medida, resultado da conversão de um país em particular, um país decisivo politicamente, nomeadamente a Alemanha sob a alçada de Hitler.

Não há sinal de que nada disso esteja a acontecer hoje. Nenhum dos países importantes, segundo me parece, dá qualquer sinal nessa direção. Nem nos EUA, onde há um forte movimento direitista, pode-se concluir que aquele movimento ganhe poder nas urnas. Nem, tampouco, no caso dos partidos e movimentos de extrema-direita nos países europeus. Apesar de serem fortes, têm-se mantido como fortes minorias sem grandes hipóteses de se tornarem maiorias. Mas, sim, creio que, no futuro próximo, praticamente todos ou quase todos os países europeus serão governados por governos de direita, de um tipo ou de outro. Recorde-se que um dos efeitos logo termo da crise econômica dos anos 1930 foi que praticamente toda a Europa tornou-se democrata e de esquerda, como jamais antes acontecera. Mas isso levou algum tempo. Portanto, há um risco, mas não é o mesmo risco que havia nos anos 1930. O risco é antes o de não se agir o suficiente para lidar com os problemas básicos, enaltecidos pelo capitalismo dos últimos 40 e enfatizados pelo renascimento dos estudos marxistas.

Blog: O que pensa sobre a União Europeia e sobre o que já foi conseguido? A União Europeia conseguirá consolidar-se ou voltará a ser uma simples reunião de estados? 

Eric Hobsbawm: Acho que a esperança de que a União Europeia venha a ser algo mais que uma aliança de estados e área de livre comércio, essa, não tem grande futuro. Não irá muito além do que já foi até aqui, mas não acho que seja destruída.

Acho que o que já se fez, um grau de livre comércio, um grau muito mais importante de jurisprudência comum e lei comum permanecerão. A principal fraqueza da União Europeia, parece-me, razão do fracasso, foi o conflito entre a economia e a base social da União Europeia. Um conflito que resultou da tentativa para eliminar a guerra entre a França e a Alemanha e unificar economicamente as partes mais ricas e desenvolvidas da Europa. Esse objetivo foi alcançado. Tal foi misturado em seguida com um objetivo político associado à Guerra Fria e ao desenvolvimento após o fim deste período, nomeadamente o objetivo de extensão das fronteiras a todo o continente e mais além. Este processo dividiu a Europa em partes que já não são facilmente coordenáveis.

Economicamente, as grandes crises são ambas muito parecidas no que diz respeito às aquisições para a União Europeia desde os anos 1970, na Grécia, em Portugal e na Irlanda, por exemplo. Mesmo politicamente, as diferenças entre os antigos estados comunistas e os antigos estados não comunistas da Europa enfraqueceram a capacidade de a Europa continuar a desenvolver-se. Se a Europa continuará a conseguir manter-se como está, eu não o sei. Não creio, contudo, que a União Europeia deixe de existir e acho que continuaremos a viver numa Europa mais coordenada do que a que conhecemos, digamos, desde a II Guerra Mundial. 

De qualquer modo, devo dizer que está fazendo-me perguntas enquanto historiador mas sobre o futuro. Infelizmente, os historiadores sabem tanto sobre o futuro quanto qualquer outra pessoa. Por isso, as minhas previsões não são fundadas em nenhuma especial vocação que eu tenha para prever o futuro.


Fonte: Carta Maior 

Publicado originalmente no Blog de Beppe Grillo
Tradução: Coletivo Vila Vudu

Gramsci e seu “grito de guerra” ecoam na blogosfera progressista


Salvo engano, o nome de Antonio Gramsci (1891-1937) não foi citado nos debates do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que ocorre desde sexta-feira (17) em Brasília. Mas um texto escrito há 95 anos pelo revolucionário italiano sintetiza um dos consensos mais cristalizados do movimento pela democratização da mídia.

Por André Cintra

Em Os Jornais e os Operários, de 1916, Gramsci exortava os trabalhadores a romperem todos os laços com a imprensa burguesa. Numa época em que a TV nem sequer existia e o rádio ainda era uma mídia incipiente e experimental — um “telégrafo sem fio” —, o jornal despontava como a principal arma de dominação ideológica do operariado.

“Antes de mais nada, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por ideias e interesses que estão em contraste com os seus”, denunciava Gramsci. “Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma ideia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora.”

Daí a conclamação do pensador italiano a que não se iludissem com a “grande imprensa” da época. Mais ainda, que não comprassem nem assinassem os jornais inimigos, para não garantir a viabilidade financeira do empreendimento. “Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária. Eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: ‘Boicotem, boicotem, boicotem!’”, arrematava Gramsci.

Quase um século depois, os participantes do encontro da blogosfera parecem decididos a não dar tréguas à grande mídia. Já não se trata apenas de jornais. A imprensa burguesa deixou de ser somente impressa e se converteu num gigantesco aparato multimídia, que inclui também grandes emissoras de TV e rádio, revistas (sobretudo as semanais), portais na internet e provedores de conteúdo para dispositivos móveis. Como enfrentar esse centauro midiático — verdadeira aberração da civilização contemporânea?

O “medo de se indispor”
Um dos consensos que já é possível extrair do Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, antes mesmo da plenária final deste domingo (19) — e ainda que não haja uma resolução formal —, é que a luta contra a grande mídia tem de se fortalecer. É preciso, claro, que o governo tome medidas aparentemente mais simples, como alastrar a internet via banda larga. Mas urge, acima de tudo, ter ousadia e coragem para lutar contra o oligopólio que toma conta das comunicações.

Na abertura do encontro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou os “falsos formadores de opinião que já não formam opinião nem na casa deles”. Implicitamente, porém, admitiu que o governo federal, tanto com ele quanto com a presidente Dilma Rousseff, não conseguiu alterar a correlação de forças do setor. Ao salientar que as propostas de marco regulatório “mexem com grandes interesses”, Lula deixou claro que a batalha não está ganha — ao contrário, apenas emergiu.

Com conhecimento de causa, dois outros convidados do encontro — a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) e o ex-ministro José Dirceu (PT-SP) — lembraram, em mesas diferentes, que a maioria dos políticos tem medo de se indispor com a grande mídia. Não é por acaso que a Câmara dos Deputados criou apenas neste ano a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom), com mais de mais de cem entidades e sob a coordenação de Erundina. “Já não me sinto tão só”, afirmou a deputada.

35 grupos
Já o jurista Fábio Konder Comparato sustentou que “todos os poderes do Estado, inclusive a mídia, estão nas mãos de oligarquias. Os órgãos e as instituições do Estado brasileiro não têm poder de fato. Eles agem sob pressão dos grupos que efetivamente detêm poder”.

Comparato acredita que o Executivo “cede fácil às cobranças” das grandes redes de comunicação. Para começar a reverter essa lógica, basta que o Congresso regulamente os artigos da Constituição de 1988 sobre o tema — especialmente o que proíbe a existência de oligopólios no setor. São da autoria de Comparato, aliás, as ações diretas de inconstitucionalidade que cobram a regulamentação dessas medidas.

O desafio até lá, é resistir a tais pressões dos 35 grupos que controlam 516 empresas de comunicação do Brasil. Ou, em outras palavras, fazer valer o “grito de guerra” proposto por Gramsci: “Boicote, boicote, boicote” ao oligopólio midiático. Já!


Matéria reproduzida do Portal Vermelho

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Onde está o povo nas lutas da história do Brasil!?!

 
Nos livros de história o povo quase nunca aparece. É Pedro I gritando, Bonifácio propondo, Isabel "abolicionando", Caxias puxando a espada, um tal de "quem for brasileiro, siga-me" ou "morre um liberal mas não morre a liberdade". Povo que é bom...

Será verdade?

Fala-se muito que este é um "povinho safado" . Dizem que o brasileiro não luta, aceita os fatos passivamente e que as grande mudanças na política acontecem sem sua presença.

Melhor repensar algumas coisas. Quem é o povo? O que são grandes mudanças políticas? E, afinal, a velha e anedótica questão - que país é este?

Antes das respostas, porém, vamos lembrar o óbvio: sem povo, não há história. E repetir o truísmo: a história tem sido escrita pelos vencedores. Especialmente no Brasil, com raras exceções, sua interpretação é feita pelas classes dominantes.

Uma das características básicas da historiografia oficial é negar ao povo qualquer participação profunda nas mudanças da sociedade. A partir daí se exerce um controle ideológico tendo por base o seguinte: são os "grandes homens", os "heróis" e os "santos" que lutam pelas massas, pois elas são incapazes de entender a grande política.

O culto ao herói, ao grande homem, é utilíssimo ao poder. Através do mito criado aprendemos a respeita a autoridade e a não questionar o que é "de lei". O culto aos grandes homens do passado, feito muitas vezes contra a verdade histórica, projeta-se nos anões políticos do presente, menosprezando a capacidade política do povo de cuidar do seu próprio destino. É muito simples entender, mas bastante complexo desarmar toda essa mistificação.

Séculos de dominação ideológica, que nunca mostram o outro lado da história, levam-nos a acreditar nas "verdades estabelecidas". Com referência à história do Brasil, é mais fácil as pessoas aceitarem a mentira do que a verdade. Uma consequência lógica. É uma das grandes forças que mantêm a opressão sobre a maioria do povo brasileiro.

Este texto não pretende ser o dono da verdade - é preciso duvidar dos "donos da verdade" - mas oferece uma pequena contribuição á quebra de mitos. Comecemos então com alguns deles.

No início era o caos.

Já ouvimos a história: Deus criou a Terra, "...que era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito de Deus de movia sobre a face das águas".

Os homens precisavam explicar o mundo; viviam e morriam em um universo que não entendiam. Para explicar o desconhecido, inventam. A invenção acalma os curiosos, elimina ou "explica" seus medos.

As lendas, surgidas para satisfazer a curiosidade popular, logo passam a ter uma função política mais definida, organizando a vida através da sua manipulação por grupos sociais e seus líderes. Dentro de certo tempo transformam-se em mitos absolutos. Primeiro divertem e explicam. Depois, servem aos núcleos dominantes: intimidam e condicionam comportamentos.

Os primeiros grupos de poder usufruem precariamente desses mitos, explicando o mundo. Com o desenvolvimento cultural, os intelectuais "trabalham" e "refinam" as lendas e elas acabam condicionando os homens de justificando os sistemas sociais. A permanência do mito é um dos seus aspectos políticos mais importantes.

Depois de milhares de anos de vida social, não é de admirar que a maioria das pessoas acredite que o mal seja um castigo divino para a humanidade pecadora. Milhões ainda crêem que a maldade - onde de incluem a miséria, a opressão, o roubo etc. - não decorre essencialmente dos desajustes sociais atuantes sobre o homem. Pelo contrário, aceitam que a sociedade é injusta porque os homens são maus.

Um dos mais velhos mitos, o da Idade do Ouro, com sutis modificações, ainda condiciona a mente dos homens. Antigamente tudo era paz e fartura. Então foi aberta a caixa da lendária Pandora, deixando escapar as maldades ali contidas. Foi o caos. Acabou-se o milagre. Não mais rios de mel e alimento abundante.

Tanto aí como com Adão e Eva, o homem perdeu o paraíso. Agora teria que trabalhar e sofrer para purgar seu pecado.

O que tem este breve e incompleto texto com o nosso tema? Tem que o Brasil, ao ser "descoberto", oferece a oportunidade de se reinventar o paraíso.

Uma das primeiras informações de Colombo sobre a América afirma que ele descobrira o paraíso - o Éden - onde teriam vivido Adão e Eva. Fala da natureza dadivosa, rios de mel, flores perfumando o ar, elogia o clima, que não é frio nem quente, conta sobre monstros dóceis etc. Tudo isso serve de apelo promocional para a nova terra.

Os primeiros escritos sobre o Brasil narram maravilhas. José de Anchieta, por exemplo, inventa que aqui os homens nunca adoecem; ninguém precisa trabalhar: os frutos estão prontos para a colheita. Vários escritores da época falam em abundância de ouro e prata, pedras preciosas ao alcance das mãos. As nossas índias, segundo Caminha, tinham as "vergonhas saradinhas" e os índios nao se incomodavam se os brancos folgassem com elas.

São meias verdades e mentiras transformando-se em mito: o que havia era muito mosquito picando português; mel, só subindo-se em árvores para pegá-lo, desafiando as abelhas; folgar com as índias? - e o tacape dos bugres?

Que em se plantando tudo dava, quem soube foi o negro, lavrando a terra onde fez nascer canaviais.

Por que tanta mentira? E po que tanta mentira virou "verdade" na história, permanecendo inclusive algumas ainda hoje?

Porque Portugal precisava colonizar este país, de certa forma inóspito. Os portugueses recusavam-se a viajar para o Brasil naquelas caravelas inseguras, com medo de naufragar pelo mar oceano. Então, numa época de grande miséria e repressão religiosa e política na Europa, acena-se com um paraíso á mão: o Brasil. A propaganda é tão descarada que quando alguns começam a duvidar desse paraíso, dando pela falta da maçã - afinal, a fruta comida por Eva - alguns intelectuais desenvolvem a teoria de que realmente a tal fruta foi o maracujá, abundante no Brasil.

É preciso mentir e criar o mito, para colonizar o país.

E não param mais.

Tanto não param que, ao se descobrir que o índio não é dócil e luta para não ser escravizado, inventa-se que ele é preguiçoso e não que trabalhar. Até hoje muita gente acredita nisso. E tome matança de índios, que ainda nao parou.

Eles reagem e não aceitam a escravidão e, por isso, importam-se negros. Como Portugal é uma nação católica e escravizar seres humanos fere a moral cristã, o papa Inocêncio IV edita uma bula afirmando que negro não tem alma e, assim, ao morrer ele ganha o céu... tão mais merecido quanto mais sofrer neste vale de lágrimas (ou seja, quanto mais enriquecer seu senhor).

Criar mentiras e tranformá-las em mitos foi uma necessidade do invasor portugês no Brasil. Deu tão certo que o processo continuou para justificar a opressão do povo. De um lado, os que estavam com o poder foram transformados em heróis, super-homens; os que ficaram ao lado do povo, nas suas lutas libertárias, desapareceram ou foram apresentados como bandidos e dementes.

Em Os sertões, por exemplo, Euclides da Cunha diz que o mestiço - por acaso a maioria do nosso povo - é um decaído, "sem a altitude intelectual dos ancestrais superiores", que certamente são os "brancos". Antônio Conselheiro era, para Euclides, o representante de "todas as tendências impulsivas das raças inferiores".

Ao lado dessa difamação da gente do povo houve a deificação dos representantes do poder. Pedro I, por exemplo, nada tem de heróico era até covarde em certa medida, inescrupuloso violador de menores indefesas. O seu grito não libertou o Brasil, nem ele queria isso. José Bonifácio era um dúbio senhor, dizendo o que não fazia, perseguindo inimigos ao mesmo tempo em que produzia  esboços de projetos liberais. Caxias foi terrível exterminador de rebeldes, a ferro e fogo. Intrigava e subornava, responsável pela matança de negros em porongos, como veremos.

Não se trata simplesmente de inverter as coisas, dizendo o contrário do que a historiografia oficial afirma. Nada disso, mas demonstrar que, por exemplo, um senador chamado de ladrão no seu tempo, numa injusta intriga política, passa a herói, como Caxias. E que um demônio como Tiradentes transmuda-se em santo quando o poder tem necessidade de um novo tipo de mártir.

Esse começo não parece promissor. Portanto, melhor mesmo é nos atermos às lutas do povo brasileiro. A algumas delas, aqui julgamos as mais características, para lembrar que o povo brasileiro luta, é traído, apanha mais do que bate e sempre, quando vencido, é tratado como animal feroz que precisa ser extirpado da face da Terra, como em Canudos, na Cabanagem, em Porongos, na Balaiada...

Mais fácil, portanto, é extirpar este bravo povo das páginas da história oficial do que do seu país. Ele está ai. Lutando.


Texto retirado do livro "AS LUTAS DO POVO BRASILEIRO - Do 'descobrimento' a canudos" de Júlio José Chiavenato

quarta-feira, 23 de março de 2011

As 7 Profecias Maias



Os maias nos deixaram uma mensagem escrita nas pedras.... Uma mensagem que contém sete profecias, com uma parte de alerta e outra de esperança. A mensagem de alerta profetiza o que acontecerá em nosso tempo; a de esperança, nos fala das mudanças que devem haver dentro de nós mesmos para impulsionar a humanidade para uma nova era... Revelar cada uma dessas profecias implicará submergir em seu mundo científico, religioso e espiritual.

Desde anos atrás, nossa civilização vem sendo ameaçada pela guerra, a devastação dos recursos naturais, o materialismo e o caos tecnológico. Os maias, a partir de seus estudos científicos sobre o universo, e a absoluta precisão com que elaboraram seus calendários, sabiam exatamente quando isso aconteceria. Por isso, para nos alertar, deixaram uma mensagem escrita em pedras que contêm sete profecias. Algumas advertem o homem sobre os perigos em prosseguir com seu comportamento destrutivo; outras, são uma mensagem de esperança que fala da atitude que deve ser tomada para impulsionar a civilização para uma nova era de solidariedade e harmonia. As mudanças climáticas, sociais e psicológicas anunciadas por tais profecias aconteceram de todos os modos, e os maias asseguram que uma transformação na consciência do homem pode alterar essas previsões e moderar seus efeitos. Porém, para poder compreender este legado, é necessário conhecer sua cultura, seus conhecimentos e sua maneira de ver a vida.
A arte, a ciência e a religião maia estão baseados em sua relação com o sol. Acreditavam que era a única via para se comunicarem com Hunab Ku, seu único deus, cujo coração e mente se encontram no centro da galáxia. Os
maias mediram o tempo e elaboraram seus calendários a partir de seu conhecimento exato sobre os movimentos do sol.

Descobriram que o sistema solar inteiro se move de maneira elíptica em ciclos de 25.625 anos, um dia galáctico. Por sua vez, a cada 5.125 anos, o sol central da galáxia envia um raio de luz que sincroniza todos os planetas e seres vivos para conduzi-los a uma nova etapa, com maior harmonia. Observaram também que, nos últimos vinte anos de cada ciclo, o sol modifica seu eixo de rotação e produz grandes cataclismos na Terra. Esse período, o katún, funciona como um gonzo: nos impulsiona para uma nova fase evolutiva. Utilizaram seus calendários para prever todas estas mudanças e alinhar seu comportamento com o dos ciclos galácticos. A pirâmide de Kukulcan foi construída como um gigantesco relógio solar, que servia para ajustar os calendários e determinar, antecipadamente, as variações de energia no ser humano.

Há algumas décadas, cientistas de todo o mundo se dirigem às ruínas das cidades maias para estudar as datas e números gravados nos muros e livros sagrados. Assim, enquanto reaparecem seus conhecimentos, a misteriosa
mensagem dos "donos do tempo" vai sendo decifrada.



1° PROFECIA MAIA

A primeira profecia fala do final do medo, diz: "que nosso mundo de ódio e materialismo terminará no sábado 22 de dezembro de 2012, 1 ano 2012. (tempo que vem sendo diminuído pela aceleração do tempo e isto dá lugar a que estas sucessões de fatos ocorram antes desta 'marca', uns 4 ou 5 anos antes)
Para esse dia a humanidade deverá escolher entre desaparecer como espécie pensante que ameaça com a destruição do planeta ou evoluir até a integração harmônica com todo o universo, compreendendo que tudo está vivo e consciente, que somos parte desse todo e que podemos existir na nova era de luz."
A primeira profecia diz que a partir de 1999, nos sobram treze anos, só treze anos para realizar as mudanças de consciência e atitude, dos que nos falam para desviarmo-nos do caminho de destruição pelo qual avançamos até um que abra nossa consciência e nossa mente para integrarmo-nos com tudo o que existe.
Os Maias sabiam que nosso sol (eles o chamavam de kinich-Ahau ) é um ser vivo que respira e que a cada certo tempo se sincroniza com o enorme organismo no qual existe, que ao receber um raio de luz do centro da galáxia brilhará mais intensamente, produzindo em sua superfície o que nossos cientistas chamam de erupções solares e trocas magnéticas.
Eles dizem que isto acontece a cada 5.125 anos, e que a terra, a cada período, se vê afetada pelas trocas do sol mediante um deslocamento de seu centro de rotação. Predisseram que a partir deste movimento se produziriam grandes cataclismas. Para os maias os processos universais como a respiração da galáxia são cíclicos e nunca mudam, o que muda é a consciência do homem que passa através deles, sempre num processo que leva a perfeição.
Baseados em suas observações os Maias predisseram que a partir da data de sua civilização desde 4 Ahau 8 Cumku e dizer desde o ano 3113 AC até 5.125 do futuro, ou seja, sábado 22 de dezembro do ano 2.012, o sol ao receber um forte raio sincronizador proveniente do centro da galáxia mudará sua polaridade e produzirá uma gigantesca labareda radiante.
Para isso a humanidade deve estar preparada para atravessar a porta que nos deixaram os Maias, transformando a civilização atual embasada no medo em uma vibração muito mais alta de harmonia. Só de maneira individual se pode atravessar a porta que permite evitar o grande cataclisma que sofrerá o planeta para dar começo a uma nova era, um sexto ciclo do sol.
Os Maias asseguravam que sua civilização era a quinta iluminada pelo sol kinich-Ahau, o quinto grande ciclo solar; que antes haviam existido sobre a terra outras quatro civilizações que foram destruídas por grandes desastres naturais. Eles acreditavam que cada civilização é só uma parte da ascensão e da consciência coletiva da humanidade.
Para os Maias, no último cataclisma a civilização havia sido destruída por uma grande inundação que deixou uns poucos sobreviventes dos quais eles eram seus descendentes. Pensavam que ao conhecer o final desses ciclos, muitos seres humanos se preparariam para o que viria, e que graças a isso haveriam de conseguir conservar sobre o planeta a espécie pensante, o homem.
Nos dizem que a mudança dos tempos permitirá ascender um degrau na evolução da consciência e dirigir-nos até uma nova civilização que manifestará maior harmonia e compreensão para todos os seres humanos.
A primeira profecia nos fala do tempo do não-tempo, um período de 20 anos, chamado pelos Katum, os últimos 20 anos desse grande ciclo solar de 5.125 anos, é dizer desde 1992 até 2012. Profetizaram que até esse tempo, manchas do vento solar cada vez mais intensas apareceriam no sol, desde 1992. A humanidade entraria no último período de grandes aprendizagens, grandes mudanças. Que nossa própria conduta de depredação e contaminação do planeta contribuiria para que estas mudanças acontecessem.
A primeira profecia diz que estas mudanças vão acontecer para que compreendamos como funciona o universo e avançamos até níveis superiores deixando para traz o materialismo e liberando-nos do sofrimento.
O livro sagrado Maia de Chilam Balam, diz: ..."Em treze Ahau no final do último Katum, o itzá será trocado e rodará Tanka, haverá um tempo nele estarão ocultos na obscuridade e logo vendrán trazendo um sinal futuro aos homens do sol; Despertará a terra pelo norte e pelo poente, o itzá despertará".
A primeira profecia anunciou que sete anos depois do começo do último Katum, a partir de 1999, começaria uma época de obscuridade que nos enfrentaria a todos com nossa própria conduta. Disseram que as palavras de seus sacerdotes seriam ouvidas por todos nós como um guia para despertar.
Eles chamam a esta época como o tempo que a humanidade entrará no grande salão dos espelhos, uma época de mudanças para enfrentar a si mesmo, para realizar a entrada no grande salão de espelhos e se ver, e ao se olhar, analisar-se no comportamento consigo mesmo, com os demais, com a natureza e com o planeta em que vive. Uma época para que toda a humanidade por decisão consciente e individual decida mudar, eliminar o medo e a falta de respeito entre todas as relações.



2° PROFECIA MAIA


A segunda profecia maia anunciou que o comportamento de toda a humanidade mudará rapidamente a partir do eclipse do sol de 11 de agosto de 1999, 'aquele dia vimos como um anel de fogo recortava contra o céu, foi um eclipse sem precedentes na história, pelo alinhamento cósmico com o centro da terra e de quase todos os planetas do sistema solar, se posicionaram nos quatro signos do zodiaco, que são os signos dos quatro evangelistas os quatro evangelistas, os quatro guardiões do trono que protagonizam o sinal do Apocalipse segundo S João.
Ademais, a sombra que projeta a lua por sobre a terra atravessou a Europa passando por Kosovo, logo pelo Oriente Médio, pelo Iran e Iraque e posteriormente se dirigiu ao Paquistão e Índia, e com a sombra parecia predizer uma área de guerras e conflitos.
Os Maias sustentavam que a partir desse eclipse os homens perderiam facilmente o controle de suas emoções e o bem afiançaria sua paz interior e sua tolerância evitando os conflitos. Desde então se vive uma época de mudanças que é a ante sala de uma nova era, antes do amanhecer, é quando virá a mais obscura noite. O fim dos tempos é uma época de conflitos e grandes aprendizagens, de guerras, de separações e loucuras coletivas que gerarão , por sua vez, processos de destruição e evolução.
A segunda profecia indica que a energia que se recebe desde o centro da galáxia aumentará e acelerará a vibração em todo o universo para levá-lo a uma maior perfeição, isto produzirá mudanças físicas no sol e na terra e mudanças psicológicas no homem alterando seu comportamento e sua forma de pensar e sentir, as relações e os modos de comunicação também se transformarão, os sistemas econômicos, sociais, a ordem e justiça.
Mudarão as crenças religiosas e os valores adotados, o homem se enfrentará pelos seus medos e angustias e se proporá a resolvê-los, e desse modo poderá sincronizar-se com os ritmos do planeta, e o universo, e a humanidade se concentrará em seu lado negativo e poderá ver claramente o que lhe estará prejudicando ou causando mal. Este é o primeiro passo para mudar a atitude e conseguir a unidade que permite a presença da consciência coletiva. Serão muitos os motivos que nos separam, mas também serão muitos os que nos unem.
A agressão, o ódio, as famílias em dissolução, os enfrentamentos por ideologias, religião, modelos de moralidade, o nacionalismo; simultaneamente mais pessoas encontrarão a paz, aprenderão a controlar suas emoções, haverá mais respeito, serão mais tolerantes e compreensivas e encontrarão a unidade, surgirão homens com um altíssimo nível de energia interna, pessoas com sensibilidade e poderes intuitivos para a cura, porém também aparecerão farsantes que só pretenderão ter crédito econômico as custas do desespero alheio.
Os maias predisseram que em 1999 começaria a era do tempo do não tempo, uma etapa de mudanças rápidas, necessária para renovar os processos ideológicos sociais e humanos. No final do ciclo cada homem será seu próprio juiz quando o homem entrar no salão dos espelhos para examinar tudo o que fez na vida, será classificado pelas qualidades que traz, sua maneira de atuar dia por dia, seu comportamento com os demais, e seu respeito pelo planeta, sentirão seus acordes diante do que foram, os que conservam a harmonia compreenderão o que acontece como um processo de evolução no universo, na mudança haverá outros que por ambição, medo e frustração, culparão aos demais e a Deus pelo que acontecerá.
Serão geradas situações de destruição, morte e sofrimento, porém também darão lugar a circunstancias de solidariedade e de respeito com os demais, de unidade com o planeta e o cosmo. Isto implica que o céu e o inferno estarão se manifestando ao mesmo tempo, e que cada ser humano viverá em um e em outro, dependendo de seu próprio comportamento, o céu com a sabedoria para transcender voluntariamente a tudo o que acontece, o inferno com a ignorância para aprender com sofrimento; duas forças inseparáveis, uma que compreende que no Universo tudo evolui até a perfeição, que tudo muda, outra envolta em um plano material que só alimenta o egoísmo.
Na época da mudança dos tempos todas as opções estarão disponíveis, praticamente sem censura de nenhuma classe, e os valores morais serão mais frouxos do que nunca para que cada qual se manifeste livremente como é.
A segunda profecia afirma que se a maioria dos seres humanos muda seu comportamento e se sincroniza com o planeta, se neutralizarão as mudanças drásticas que descrevem as seguintes profecias. Terá que ser consciente de que o homem sempre decide seu próprio destino, especialmente nesta época, as profecias são só advertências para que tomemos consciência da necessidade de mudar de rumo para evitar que se façam realidade.



3° PROFECIA MAIA


A terceira profecia maia diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta produzindo mudanças climáticas geológicas e sociais em uma magnitude sem precedentes, e a uma velocidade assombrosa.
Os maias dizem que o aumento da temperatura se dará pela combinação de vários fatores, um deles gerados pelo homem que em sua falta de sincronicidade com a natureza só pode produzir processos de auto destruição. Outros fatores serão gerados pelo sol que ao acelerar sua atividade pelo aumento de sua vibração produz mais radiação, aumentando a temperatura do planeta.
Cada um de nós de alguma forma ajudamos a contaminar o planeta ou a desflorestá-lo com nossos automóveis, descuidando do lixo das casas, ou nos parques públicos, ajudando desse modo que o clima do planeta se volte contra nós. As mudanças estão acontecendo já, porém como se passam muito lentamente, temos nos adaptado a elas e não as percebemos.
O processo de industrialização que teve lugar no século II tem contaminado dramaticamente a atmosfera com suas emissões de gases tóxicos, a chamada chuva ácida, produto da queima de carbono ou derivados de petróleo e das emissões de sul de sulfureto e óxido de nitrogênio no ambito industrial tem lugar em todo o mundo e se concentra nas áreas urbanas, corroem os monumentos e pontes, destrói a pintura exterior, mata os bosques, causam danos a vida marinha, os solos cultivados convertem a água potável em tóxica e reduz a cristalinidade.
As fumaças contaminadas de muitas fábricas indiferentes aos danos que provocam modificaram as temporadas de chuva das estações e o clima. Em muitos lugares no planeta ainda se cozinha com carvão ou lenha criando fogueiras que emitem grande quantidade de fumaças, cinzas, vapor de água e gás carbônico, tudo isto deu lugar a aparição do efeito estufa, pois as concentrações de partículas de carbono que ficam e carbono que ficam flutuando na atmosfera reagem quimicamente com os dióxidos aumentando a sociedade e a temperatura.
O ar que respiramos está cheio de partículas de monóxido de carbono e óxido de nitrogênio e metano, produto resultante da combustão de gasolina nos motores de milhões de carros e de milhões de plantas térmicas de gênero elétrico.
A depredação de selvas para convertê-las em terreno de cultivo, ou para estender as cidades se converteu em uma prática comum, se incendeiam os bosques que purificam o ar ao converter o gás carbônico que contem o oxigênio.
O homem não é consciente do mal que está causando ao planeta, nem de que há que semear para repor a vegetação que consome, todo o planeta se converteu em um grande lixão, enviamos grandes quantidades de resíduos radioativos ao fundo do mar, carregamos barcos inteiros com resíduos não biodegradáveis.
As variações climáticas, as conseqüências das atividades danosas do homem e as mudanças no comportamento do sol produzem uma alteração nas chuvas diminuindo sua quantidade, intensidade e regularidade.
O aumento da temperatura produzirá fortes ventos, furacões e tornados. Os furacões são tormentas gigantescas e violentas, um vórtice de destruição e morte. Se chama furacão em comemoração ao Deus do mal e os aborígenes do Caribe.
O furacão Mich e os fenômenos associados a corrente El Niño são evidencia da tendência para os grandes desastres causados pelo clima, o sistema hidráulico é fundamental pois a terra coberta por 70% de água.
Ao aumentar a temperatura diminuirá a umidade relativa no ambiente o que trará como conseqüência menos nebulosidade no céu e maior exposição ao sol agravando assim o problema, assim se evaporará a água dos solos produzindo-se grandes secas e muitos incêndios florestais em todo o planeta, a falta de água produzirá grandes inconvenientes em toda a vegetação, reduzindo seu crescimento e diminuindo consideravelmente o tamanho das Cosechas.
Ao se reduzir a quantidade de água da chuva também diminui o fluxo dos reservatórios e lagos, criando sérios problemas a toda a fauna da terra, tudo isto causará um forte impacto na economia, haverá desabastecimento e muitos produtos que dependem do clima como forragens, os cereais, a pesca e a energia hidroelétrica subirão de preço de modo vertiginoso. Serão épocas de racionamento e fome e descontentamento social.
Aumentará o numero de pragas e insetos e as enfermidades tropicais como a malaria. O comportamento do homem será crucial para sobreviver ao aumento geral da temperatura causada por sua própria conduta inconsciente e depredadora.



4° PROFECIA MAIA


A quarta profecia maia diz que o aumento da temperatura causado pela conduta antiecológica do homem e uma maior atividade do sol provocará um derretimento do gelo nos pólos, se o sol aumenta seus níveis de atividade acima do normal haverá uma maior produção de vento solar, mais erupções massivas desde a coroa do sol, um aumento de irradiação e um incremento na temperatura do planeta.
Os maias se basearam no giro de 584 dias do planeta Venus, para calibrar seus cálculos solares. Venus é um planeta facilmente visível no céu, pois sua órbita está entre a terra e o sol. Eles deixaram registrados no códice Dresde que cada 117 giros de Venus marcados cada vez que aparece no mesmo lugar no céu, o sol sofre fortes alterações, aparecem enormes manchas e erupções dos ventos solares.
Advertiram que cada 1.872.000 kins ou 5.125 anos se produze alterações ainda maiores e que quanto isto ocorre o homem deve estar alerta, é um presságio de mudanças e destruição. No códice Dresde também figura a cifra 1.366.560 kin que tem uma diferença de um katum, 20 anos com a cifra que aparece no tempo da cruz.
No tempo da cruz no palenque está talhado a cifra 1.366.540 kins a diferença que tem com o que está anotada no códice Dresde, é de 20 anos ou um katum. É um período de tempo que chamavam o tempo do não tempo, no qual estamos vivendo desde1992, as mudanças na atividade do sol serão mais fortes, posto que as proteções que temos a nível planetário se estão debilitando, o escudo eletromagnético que nos cobre está diminuindo sua intensidade.
A produção do ozônio na ionosfera que impedia os raios ultravioletas tem diminuído e tem aparecido uns enormes agujeros sobre os pólos permitindo a chegada dos raios de sol a superfície do planeta.
A atividade do homem está alterando a composição da atmosfera, produzindo o chamado efeito invernadero que atraca o calor e aumenta a temperatura.
Todos estes fenômenos ao ocorrer simultaneamente produzirão alterações no clima e um aumento de temperatura nos mares, o que derreterão mais rapidamente o gelo nos pólos. Isto causará um aumento no nível de água dos mares, produzindo inundações nas terras costeiras e a modificação morfológica dos continentes onde vivemos.
Os maias disseram que esta seria a forma que nosso planeta se limparia e reverdeceria por todas as partes. O aumento da temperatura começou e informes científicos de diversas fontes confirmam, os estudos realizados pela universidade do Colorado concluem que os glaciais e os picos de neve de todo mundo estão diminuindo de volume notavelmente como resultado do aumento geral da temperatura em todo o planeta; o glacial maior da África no monte Kenai perdeu 92 % de sua massa, os glaciais do monte Kirimanjaro reduziram em 73 %, na Espanha em 1980 haviam 27 glaciais, hoje o número está reduzido a 13 e nos alpes europeus e no causado na Rússia estão em 50 % e na Nova Zelândia e mentes entre Rússia e China em 26%, os cálculos preliminares do estudo dizem que se as mudanças continuarem no mesmo ritmo, em cinqüenta anos não haverá picos nevados em nenhuma parte do mundo.
Na antártica a situação é ainda mais grave. O glacial Park IceLand está derretendo desde seu centro até suas bordas, sabe-se também que um estanque ou um lago gelado começa a derreter e sempre a partir de seu centro.
A temperatura na antártica tem aumentado 2.25 graus nos últimos 25 anos, e está aparecendo vegetações por toda parte onde antes era apenas gelo, e 50% da população do mundo vive perto do mar pelo qual milhões de pessoas se verão afetadas e desapropriada de seus lugares. 1998 estabeleceu recorde em altas temperaturas, as mais altas dos últimos 600 anos, não obstante um aumento de temperatura como o que vem ocorrendo não muda rapidamente os níveis de água em todo o planeta, este é um processo que levará vários anos; o único que poderia obtê-lo é um caminho súbito na posição da crosta terrestre sobre seu núcleo central, isto já ocorreu várias vezes no planeta ao mudar a posição dos pólos.
Sabemos que muitas coisas que não queremos que aconteçam e que causam grandes tragédias acabam acontecendo, devemos concentrar-nos em produzir resultados positivos nas nossas ações e ao mesmo tempo crescer com as dificuldades que encontramos, devemos assumir a vida e tomar nossas decisões de modo consciente , abrir os olhos diante da possibilidade de não fazer do mundo um lugar onde todos se culpam pelo que acontece.
Todas as profecias buscam uma mudança na mente do homem pois o universo está gerando todos esses processos para que a humanidade se expanda pela galáxia compreendendo sua integridade fundamental cum tudo o mais que existe.



5° PROFECIA MAIA


A quinta profecia maia diz que todos os sistemas baseados no medo, sobre a que está fundamentada nossa civilização, se transformaram simultaneamente com o planeta e o homem, para dar passo a uma nova realidade de harmonia.
O homem está convencido que o universo existe só pra ele, que a humanidade é a única expressão de vida inteligente, e por isso atua como um depredador de tudo o que existe. Os sistemas falharam para enfrentar o homem consigo mesmo e fazer-lo ver a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar o caminho da evolução que nos levará a compreender a criação.
Neste momento praticamente todas as economias do mundo estão em crise, e se há desatado uma onda especulativa em todas as partes, Em só um dia 1.5 trilhões de dólares mudaram de mão nos mercados financeiros internacionais. Uns 15 % de queda nos mercados fazem desaparecer uma riqueza equivalente a produção anual de todas as fábricas dos Estados Unidos.
Desde 1995 a economia mundial não está dominada pelo intercambio de automóveis, aço, trigo e outros bens e artigos reais, senão pelo intercambio de divisas, ações e bônus, é dizer que a riqueza virtual com a que é muito fácil especular.
A síndrome do cartão de crédito se voltou para um mal comum. O homem se endivida mais do que ganha colocando sua economia pessoal na corda bamba e isso se reflete em todos os níveis, a especulação em torno do capital financeiro conduz a uma situação econômica muito mais delicada que a queda de 1929 da bolsa de valores.
Quase todas as economias estão com problemas e os 'salva-vidas governamentais, com dinheiro de bancos que estão às portas de quebrar, dificultam ainda mais esse processo. Existem situações de alto risco no sistema econômico e no manejo da informação, e se a isto lhes agregarmos o aumento da atividade do sol que pode causar danos irreparáveis nos satélites, a solução se complica.
Com as chamas solares se recebe uma dose não usual de raios ultravioleta que se expandem na atmosfera superior da terra, diminuindo a pressão que existe sobre os satélites que estão numa altura mais baixa.
Isto os faz baixar de órbita a uma muito mais rápida perdendo contato temporal no melhor dos casos e interrompendo todas as comunicações do planeta; também pode acontecer que os 19.000 objetos que se encontram na órbita da terra, ao receber uma alta dose de eletromagnetismo do sol, recebam danos em seus componentes eletrônicos e deixem de funcionar para sempre.
Ao afetar a ionosfera pelas extraordinárias emissões solares, se produzem alterações em todas as comunicações de radio e televisão pois nessa camada da atmosfera é onde se transmitem e se refletem as distintas freqüências.
Tememos então que as economias e as comunicações sejam sistemas muito frágeis e interconectados a todos os demais, a rede elétrica é especialmente sensível as labaredas solares como ocorreu durante nove horas em todo o Québec, em 1989.
O sistema de eletricidade é a coluna vertebral de nossa sociedade contemporânea, se falharem, falhariam um atrás do outro, todos os demais sistemas como fichas de dominó que caem consecutivamente.
Se diz que um sistema é igual e forte desde o mais débil de seus componentes até o mais elaborado, imaginemos como reagiria nossas sociedades a todos esses acontecimentos simultâneos. A comida começaria a faltar.
As comunicações serão impossíveis, o tráfico enlouqueceria em todas as cidades, a economia se paralisaria, a maioria das pessoas perderiam a razão, começaria as desordens civis por causa da quantidade de gente afetada em todas as expectativas, mesmo no controle dos governos. Esta situação de descontrole total modificará para sempre todos os sistemas da sociedade, os sistemas religiosos baseados em um Deus que impõe medo também entrarão em crise.
Surgirá só um caminho espiritual comum para toda a humanidade que terminará com todos os limites estabelecidos nas diferentes maneiras de ver a Deus. O novo dia galáctico está anunciado por todas as religiões e cultos como uma época de paz e harmonia para toda a humanidade. É claro então que tudo o que não produza este resultado deverá desaparecer ou transformar-se, a nova época de luz não pode ter uma humanidade baseada na economia militar de imposições de verdades pela força.



6° PROFECIA MAIA


A sexta profecia maia diz que nos próximos anos aparecerá um cometa cuja trajetória porá em perigo a existência do homem.
Os maias viam os cometas como agentes de judança que vinham a por em movimento o equilíbrio existente para que certas estruturas se transformassem permitindo a evolução da consciência coletiva.
Todas as coisas tem um lugar que lhes corresponde. Todas as circunstancias, ainda que por mais adversas, são perfeitas para gerar compreensão sobre a vida, para expandir a consciência sobre a criação; por isso o homem tem enfrentado constantemente a situações inesperadas que lhe trazem sofrimento, é um modo de induzir a um caminho de reflexões sobre sua relação com o mundo e com os outros, assim ao largo de muitas experiências, em muitas vidas, compreenderá as leis universais da razão e da criação.
Para os maias Deus é a presença da vida, tem todas as formas e sua presença é infinita. O cometa do qual fala a sexta profecia foi também anunciado por muitas religiões e culturas. Por exemplo, na Bíblia, no livro das revelações, aparece com o nome de "ajenjo".
Se o cometa aparece é possível que sua trajetória o leve a chocar com a terra ou também que por meio de agentes físicos e psíquicos consigamos desviar a sua trajetória. Os cometas sempre são formados parte pelo sistema solar, milhões de resíduos atravessam, cruzam, vão e voltam periodicamente e inclusive chocam com os planetas que se movem sempre tranqüilos em órbitas regulares ao redor do sol.
A comunidade cientifica aceita que há 65 milhões de nos no cretácico terciário um cometa caiu em Chixilub, no oceano atlântico, frente a península de Yucatan, causando a extinção dos dinossauros; uma cratera de 180 Km. de diâmetro contem altas concentrações de irídio, um elemento muito raro na terra porém comum nos asteróides.
Tem se associado a aparição dos cometas a situações difíceis como a que coincidiu com a erupção do vulcão Vesúvio que destruiu a Pompeya no ano 79 de nossa era, com a derrocada do reio Harol por Guilhermo o conquistador da Inglaterra que em 1066 foi registrado no tapiz de Bayeux.
Tem causado pânico coletivo: o Halley em 1910, então se presumiu que sua cauda era de um gás venenoso, o cianureto, e venderam milhões de pílulas para proteger-se dele; também tem sido causa de suicídios coletivos como o caso dos 39 membros do culto Heaven gates em 1997, pois eles acreditavam que o enorme cometa Hale - Bopp. Com 40 km. de diâmetro vinha estilhaçar-se.
Os cometas sempre tem gerado controvérsias porém talvez nunca tanta como em 1456, quanto reapareceu o cometa Halley e foi considerado um agente do diabo, o qual deveria ser expulso dos céus sendo excomungado pelo Papa Calixto III.
Foi Isaac Newton quem descobriu que a gravidade mantém os planetas girando em órbitas definidas ao redor do sol. Edmond Halley, seu contemporâneo, utilizou estes cálculos para determinar as órbitas dos cometas anunciando que a cada 76 anos o cometa Halley regressaria, por esse motivo leva seu nome.
Também os cometas tem causado desastres regionais como na Sibéria, sobre o rio Tunguska, um asteróide de aproximadamente 50 metros de diâmetro explodiu nos ares em 1908 destruindo instantaneamente 2000 km de espesso bosque.
Alguns tem se aproximado muito da terra como o cometa Iras Saraki Alcob que en 1983, se aproximou a 6.000.000 de Km. e pode causar uma explosão maior que se explodissem simultaneamente todas as bombas atômicas existentes.
Os maias sempre estudaram e registraram os eventos do céu, seu alerta foi prevenir aos homens os perigos de não conhecer as órbitas e períodos de grandes resíduos que se cruzam com a trajetória conhecida da terra.
Eles sabiam que para o homem moderno descobrir com antecipação um asteróide tão grande que poderia causar sua extensão e logo desviar-lo seria uma das melhores saídas da historia humana e um feito crucial que nos uniria como espécie.
Antigamente a esfera celeste era o domínio dos deuses, a aparição surpresa de um objeto desconhecido que dominava a noite era motivo de medo e misticismo; por esse motivo os maias construíram observatórios dedicados a estudar estes fenômenos.
Queriam entender seus imprevisíveis movimentos no céu, especialmente depois que estabeleceram as posições dos planetas e das estrelas. O perigo iminente nos obrigaria a construir um nível de cooperação internacional, a estabelecer um sistema de comando e controle por cima dos países e uma estrutura de comunicação mundial seria a única maneira que os países declinariam sua soberania a uma identidade como as nações unidas, dando passo a um governo mundial voltado ao bem comum, seria uma mudança para aprender a transcender a separação que é a base da nossa sociedade.



7° PROFECIA MAIA


A sétima profecia maia nos fala do momento que o sistema solar em seu giro cíclico sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Dizem que os 13 anos que vão desde 1999 a 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia sincroniza a todos os seres vivos e lhes permite ascender voluntariamente a uma transformação interna que produz novas realidades.
Que todos os seres humanos tem a oportunidade de mudar e romper suas limitações, recebendo um novo sentido, a comunicação através do pensamento, os homens que voluntariamente encontraram seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, elevando sua freqüência de vibração interior do medo até o amor, poderão captar e expressar-se através do pensamento e com ele florescerá um novo sentido.
A energia adicional do raio transmitido por Hunab-Hu ativa o código genético de origem divina nos homens que estiverem com sua freqüência de vibração alta. Este sentido ampliará a consciência de todos os homens, gerando uma nova realidade individual, coletiva e universal, uma das transformações maiores ocorrerá a nível planetário, pois todos os homens conectados entre si como um só, dará nascimento a um novo ser na ordem galáctica.
A reintegração das consciências individuais de milhões de seres humanos despertará uma nova consciência na que todos compreenderão que são parte de um mesmo organismo gigantesco. A capacidade de ler o pensamento entre os homens revolucionará totalmente a civilização, desaparecerão todos os limites, terminará a mentira para sempre porque nada poderá ocultar nada, começará uma época de transparência e de luz que não poderá ser ofuscada por nenhuma violência ou emoção negativa.
Desaparecerão as leis e os controles externos como a policia e o exército, pois cada ser se fará responsável por seus atos e não haverá que implementar nenhum direito ou dever pela força. Será formado um governo mundial e harmônico com os seres mais sábios do planeta, não existirão fronteiras de nacionalidade, terminarão os limites impostos pela propriedade privada e não será preciso dinheiro como meio de intercambio.
Se implementarão tecnologias para manejar a luz e a energia e com elas se transformará a matéria, produzindo de maneira sensível todo o necessário, e colocando fim na pobreza para sempre. A excelência e o desenrolar espiritual serão o resultado de homens em harmonia que realizam atividades com as quais vibram mais alto, ao fazer-lo expandirão sua compreensão.
Sobre a ordem universal, com a comunicação através do pensamento, aparecerá um super sistema imunológico que eliminará as vibrações. Se dará uma baixa do medo, produzida pelas enfermidades, ao prolongar-se a vida dos homens. A nova era não necessitará de aprendizagem de contraste inverso produzido pelas enfermidades e o sofrimento que caracterizaram os últimos milhões de anos da historia.
Os homens que consciente e voluntariamente encontram sua paz interior, entram em uma nova época de aprendizagem por contraste harmônico, a comunicação e a reintegração farão que as experiências, as recordações individuais e conhecimentos adquiridos estejam disponíveis sem egoísmo para todos os demais. Será como una Internet a nível mental que multiplicara exponencialmente a velocidade e os descobrimentos, e se criara sinergias nunca antes imaginadas.
Acabarão os julgamentos e os valores morais que mudarão com as épocas, como a moda, se compreenderá que todos os atos na vida são um modo de alcançar uma maior compreensão de harmonia.
O respeito será o elemento fundamental da cultura, transformará o individuo e a comunidade e colocará a humanidade em possibilidade de expandir-se pela galáxia. As manifestações artísticas, as ocupações estéticas e as atividades recreativas comunitárias ocuparão a mente humana, milhões de anos fundados na separação entre os homens que adoraram a um Deus leviano que julga e castiga se transformarão para sempre; o homem viverá a primavera galáctica, o florescimento de uma nova realidade baseada na reintegração com o planeta e todos os seres humanos nesse momento compreenderão que somos parte integral de um único organismo gigantesco e nos conectaremos com a terra. Uns com os outros com nosso sol e com a galáxia inteira.
Todos os homens compreenderão que o reino mineral, vegetal, animal e toda a matéria espalhada pelo universo a todas as escalas, desde um átomo até uma galáxia, são seres vivos com uma consciência evolutiva.
A partir de sábado, 22 de dezembro de 2012, todas as relações estarão baseadas na tolerância e na flexibilidade, pois o homem sentirá os outros homens como outra parte de si mesmo.