terça-feira, 7 de dezembro de 2010

PSUV vence 8 dos 13 cargos disputados em eleições regionais na Venezuela

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Hugo Chávez, ganhou oito dos 13 cargos em disputa nas eleições regionais realizadas, neste domingo (05), para escolher dois governadores e 11 prefeitos, em estados e cidades onde houve abandono de cargo ou morte de governantes.

Após a contagem de votos, o PSUV conquistou o governo do estado de Guárico e sete prefeituras nos estados de Apure, Carabobo, Zulia, Trujillo e Yaracuy, segundo informou a estatal Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

A oposição venceu o governo do estado do Amazonas, manteve a prefeitura da cidade de Maracaibo - a segunda maior do país -, e ganhou as prefeituras de Carrizales, em Miranda; Panamericano, em Táchira; e Arismendi, no Estado de Nueva Esparta.

Para o pleito, estavam habilitados mais de 1 milhão de eleitores e foram instaladas 3425 mesas eleitorais em 1064 centros de votação. Todos os informes dão conta de que as eleições transcorreram em clima de normalidade, apersar da situação de emergência provocada pelas chuvas das últimas semanas, que deixaram, até o momento, 34 mortos e mais de 90 mil afetados. A média de participação no pleito, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral foi de 57,64%. 

Embora as eleições regionais venezuelanas tenham sido realizadas há dois anos, o pleito deste domingo ocorreu em estados e cidades onde houve abandono de cargo ou morte de governantes.


Fonte: http://www.vermelho.org.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ainda existe “coronelismo” no Brasil de hoje?


Ao pensar em uma resposta objetiva para a questão colocada, sentimo-nos seduzidos, já de saída, a responder que: “sim, ainda existe coronelismo no Brasil.”
            Dizia Víctor Nunes Leal, no clássico Coronelismo, enxada e voto, publicado em 1949, que coronelismo era compromisso entre poder privado e poder público. O compromisso, continuava ele, derivava de um longo processo histórico e se enraizava na estrutura social. A urbanização, a industrialização, a libertação do eleitorado rural, o aperfeiçoamento da justiça eleitoral, acreditava, iriam enterrar coronéis e coronelismo.
O coronelismo, como sistema nacional de poder, acabou em 1930. O centralismo estado-novista destruiu o federalismo de 1891 e reduziu o poder dos governadores e de seus coronéis. Mas os coronéis não desapareceram. Alguns da velha estirpe ainda sobreviveram ao Estado Novo. Chico Romão viveu até a década de 60, assustado ao final da vida com o surgimento das Ligas Camponesas. E surgiu o novo coronel, metamorfose do antigo, que vive da sobrevivência de traços, práticas e valores remanescentes dos velhos tempos.
Com base nessas premissas, Víctor Nunes previa o fim do coronelismo e do coronel quando o país se industrializasse e urbanizasse, as eleições se moralizassem, o cidadão se emancipasse. O país urbanizou-se (81% da população são hoje urbanos), industrializou-se (só 24% da mão de obra se emprega na agricultura), o direito do voto se estendeu a 65% da população, a justiça eleitoral acabou com a fraude. Diante desses dados, é preciso optar por uma das seguintes saídas: ou dizer que Víctor Nunes se enganou na previsão; ou admitir que ele acertou e que falar hoje em coronel é mera figura de linguagem, retórica política; ou afirmar que a palavra está sendo usada com outro sentido.
Vamos por partes. São inegáveis as drásticas mudanças econômicas e demográficas por que passou o país desde 1950. Mas algumas coisas não mudaram tanto. Não mudaram a pobreza, a desigualdade e, até recentemente, o nível educacional. Os 50% mais pobres da população ainda recebem apenas 14,5% da renda nacional, ao passo que o 1% mais rico fica com quase a mesma parcela, 12,5%.
No Nordeste, a porcentagem é de 50%, no Nordeste rural, de 72%. A pobreza e a baixa escolaridade mantêm a dependência de grande parte do eleitorado. O clientelismo tem aí terreno fértil em que vicejar.
A população foi pela primeira vez na história do país admitida em massa ao exercício do voto. Era um passo à frente, mas estávamos longe de um eleitorado maduro. No populismo, o eleitor dispensava a mediação do coronel mas fazia do líder um grande coronel urbano de que esperava ajuda e proteção. Montou-se uma máquina clientelística de corrupção e distribuição de favores à custa de recursos públicos.
Por fim, quando se fala de coronéis hoje se usa a parte pelo todo. O coronel de hoje mantém do antigo coronel a arrogância e a prepotência no trato com os adversários, a inadaptação às regras da convivência democrática, a convicção de estar acima da lei, a incapacidade de distinguir o público do privado, o uso do poder para conseguir empregos, contratos, financiamentos, subsídios e outros favores para enriquecimento próprio e da parentela. Tempera tudo isso com o molho do paternalismo e do clientelismo distribuindo as sobras das benesses públicas de que se apropria. Habilidoso, ele pode usar máscaras, como a do líder populista, ou do campeão da moralidade.
Os partidos também se enfraquecem na medida em que famílias de longa tradição política dominam certos Estados e regiões. É o caso da família Collor, que tem grande ascendência sobre Alagoas, da família Sarney no Maranhão e a de Antonio Carlos Magalhães, que controla a política baiana. Não se pode afirmar que essas famílias sejam uma continuação do coronelismo tal qual ocorria na Primeira República. Entretanto, existe uma forma de controle político que se relaciona com o que se praticava naquele contexto. O coronel utilizava seu prestígio e poder para obter apoio político em favor da oligarquia detentora do poder. Hoje, as famílias utilizam sua força econômica e seu poder de influência para fazer prevalecer seus interesses e perpetuar-se no poder. Nesse sentido, é fundamental o controle dos veículos de comunicação como jornal, rádios e estações de televisão.
Com o fim da ditadura militar, nos anos 1980, recriou-se o pluripartidarismo. No entanto, nem sempre há uma postura ideologicamente clara nos programas da maioria desses partidos e nem há coesão partidária. Muitos políticos rompem com as diretrizes do partido pelo qual foram eleitos e trocam de legenda ainda durante o seu mandato, demonstrando um forte personalismo em detrimento de toda uma visão de atuação política proposta pelo partido a partir do seu estatuto.
Por fim, nas eleições de hoje, é preciso considerar o papel da mídia. Os recursos que os meios de comunicação oferecem acabam por se transformar em um dos principais veículos de discussão política.
O que menos se apresenta na mídia, principalmente no horário de propaganda eleitoral gratuita, é as propostas dos candidatos e do projeto de governo dos partidos. Esse espaço se transforma em um local de apresentação de um produto a ser consumido. Nesse caso, o que se vende é o candidato e o consumidor é o eleitor.
Nesse sentindo, é preciso analisar criticamente o que assistimos na TV, ouvimos no rádio e lemos nos jornais, porque não se tratam de posições neutras, mas de opiniões fundamentadas em posições ideológicas e interesses econômicos ou políticos.

Fonte: : http://www.ppghis.ifcs.ufrj.br/ http://www.scipione.com.br

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ué, mas a FAB não queria o caça sueco ? Mais uma falcatrua da Folha





 Rafale,o caça francês, o verdadeiro Aero Lula

Durante meses, anos a fio, a colonista (*) Eliane Catanhêde da Folha (**) informou categoricamente que a FAB queria o caça sueco.

Queria o sueco e não abria mão.

Queria porque queria.

Foi uma grande confusão, segundo a Folha.

O Nelson Johnbim teve que arrumar uma explicação para um super-máximo furo da Folha: a FAB quer o sueco, fez uma votação interna e decidiu: é o sueco !

O bom mesmo é o sueco.

Um desespero.

O PiG (***) inteiro, no recorrente processo e auto-alimentação (e destruição), correu atrás do sueco da Folha.

É o sueco.

Vem aí o sueco, a última maravilha da Catanhede.

Aí, amigo navegante, saiu o WikiLeaks (que o Bonner chama de “uaiqiliquis”).

Pois, não é que o WikiLeaks disse que a FAB prefere o caça americano e , não, o sueco ?

Que a história o sueco é um conto da carochinha.

Da Folhinha.

Clique aqui para ler na própria Folha de hoje, pág. A16:

“EUA relatam que FAB disse preferir F-18 (americano).”


A Catanhêde diz que a FAB queria o sueco.

O WikiLeaks diz que a FAB queria o americano.

Só que o Lula quer o francês.

Porque cede mais tecnologia.

E no pacote francês vem tecnologia nuclear.

E o Brasil, para desespero do PiG, da Eliane, dos americanos e do mundo mineral, o Brasil quer dominar toda a tecnologia nuclear.

E com os franceses isso fica mais fácil – e barato.

Três países do  mundo têm urânio e sabem beneficiá-lo.

EUA, Rússia e Brasil.

Sorry, periferia.

E lembre-se, amigo navegante: a Folha não sabe o que a FAB quer.

A Folha não sabe o que quer.

Paulo Henrique Amporim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Olinda Moto Fest 2010 com muitos shows

Shows no Fortim de Olinda


PROGRAMAÇÃO

03/12/2010 Sexta
 16:00 Abertura Oficial do Olinda Moto Fest 2010
----------Hino Nacional
----------Hino de Pernambuco
----------Hino de Olinda
18:00 Show Musical - Banda Curta Metragem
20:00 Show Musical - Banda 5º Carma
22:00 Show Musical - Kaveira e Banda Cela

04/12/2010 Sábado
 07:00 Abertura das Recepções e dos Expositores
07:30 Café da Manha de Boas Vindas
12:00 Almoço de Confraternização
15:00 Passeios Dirigidos pelos Motoclubes (Praias, Museus, Monumentos)
16:00 Apresentações Culturais
17:00 Show Musical - Banda Gospel
19:00 Show Musical - Kaveira e Banda Cela
21:00 Show Musical - Banda On The Rocks
23:00 Show Musical - Banda Netos do Raul

05/12/2010 Domingo
07:00 Café da Manha para Despedida aos Motociclistas
10:00 Passeios Dirigidos Pelos Motoclubes
15:00 Show de Encerramento

Olinda Arte em Toda Parte celebra 10 anos entre os dias 2 e 12 de dezembro

Evento acontece de 2 a 12 de dezembro nas ladeiras do Sítio Histórico de Olinda, trazendo novidades que chegam para valorizar a iniciativa, como a assinatura do curador Raul Córdula

Por Secretaria de Comunicação de Olinda
Olinda Arte em Toda Parte 2010
O 10º Olinda Arte em Toda Parte conta com a presença de um curador, uma das grandes novidades do evento - Arte: divulgação
Olinda, a cidade que imprimiu no mapa um jeito particular de ser a partir de seus artistas, tem este ano mais motivos para comemorar. Chega à 10ª edição o Olinda Arte em Toda Parte, evento que abre as portas anualmente das ladeiras do Sítio Histórico, convidando o público a conhecer o trabalho de quem respira arte o ano inteiro, sob o teto de um charmoso casario colonial. Com a participação de 76 ateliês e 231 artistas e artesãos, a iniciativa será realizada de 2 a 12 de dezembro de 2010, pela Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Patrimônio e Cultura. Oficinas, palestras, festas, mostras, atividades culturais e um roteiro gastronômico temático estarão na programação.
“Com esse espírito generoso, a cidade e seus artistas convidam os moradores, visitantes e turistas para conhecer algo ainda mais valioso do que seu ambiente de trabalho, sua produção artística e suas técnicas”, afirma o Prefeito de Olinda, Renildo Calheiros.
Para celebrar os seus dez anos de história, o Olinda Arte em Toda Parte preparou várias novidades. A principal delas é a presença, pela primeira vez no evento, de um curador, que chega para dar fôlego à iniciativa, valorizando-a ainda mais. Raul Córdula, paraibano radicado em Olinda, foi o escolhido pela Prefeitura de Olinda para pensar a curadoria, a partir de um olhar que perpassa a elaboração do catálogo e de uma exposição comemorativa, que vai ocupar três espaços da Cidade Alta.
Até o ano passado, o evento não focava em critérios conceituais para selecionar os artistas. O crivo das inscrições era que os interessados em participar do catálogo tivessem ateliê permanente no Sítio Histórico de Olinda. Já se quisesse participar do roteiro de ateliês bastava se inscrever e comprovar a atuação na área. A estratégia habitual não sai de cena, mas vem se somar a um olhar respeitoso e generoso de um artista e crítico gabaritado como é Raul Córdula, que procurou dar um norteamento maior à realização da iniciativa.
Tanto o catálogo quanto a exposição são costurados pelo tema do evento este ano: Cidade do Artista. O mote batiza uma década do Olinda Arte em Toda Parte com uma homenagem oportuna às gerações de pais e filhos artistas que transformaram o Sítio Histórico em um celeiro genuíno de criatividade no mundo. São pintores, gravadores, escultores, desenhistas e talhadores que, diante de tantos adjetivos que cabem em Olinda, fazem dela uma Cidade do Artista, com todas as letras maiúsculas. Nomes que, seduzidos pelos encantos do lugar, fincaram raízes e construíram famílias. As mesmas que ajudaram a reerguer a cidade, quando ainda se encontrava tomada por ruínas, entre os anos de 1960 e 1970. “Poucos lugares no mundo têm o privilégio de ser uma cidade onde vivem famílias de artistas plásticos por mais de uma geração como é Olinda”, enaltece Córdula, que vale lembrar, foi também autor do texto do primeiro catálogo do Olinda Arte em Toda Parte, em 2001.
“Essas famílias de artistas plásticos estão entre os que ajudaram a construir com cores, texturas e os mais diversos traços, a identidade e o imaginário da cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade”, exalta o Prefeito de Olinda.
Exposição comemorativa
Foi de Raul Córdula a ideia de homenagear os “fundadores” e os “herdeiros” da arte olindense, como ele chama, festejando as gerações que criaram a cara de Olinda. Para tanto, o curador concebeu uma exposição comemorativa, que vai ocupar três espaços da Cidade Alta: o salão do Mercado da Ribeira, o hall de entrada da casa de Giuseppe Baccaro (onde funcionava o famoso Ateliê Coletivo de Olinda, do qual o próprio artista italiano fez parte) e o salão da Prefeitura de Olinda.
O Mercado da Ribeira (Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n°, Ribeira, Olinda/PE) e a antiga sede do Ateliê Coletivo de Olinda (Rua de São Bento, 239, Varadouro, Olinda/PE) vão receber a mostra dos herdeiros, com trabalhos dos 22 filhos de artistas convidados. No primeiro, vão expor talentos com perfil contemporâneo, como Juliana Notari, filha do designer João Roberto Peixe, que também participa da mostra (dos pais). Já o segundo espaço abriga obras de herdeiros que materializaram suas criações em suportes mais tradicionais, como pintura, escultura, desenho e gravura. É o caso de Marcelo Peregrino, filho de Gilvan Samico, o célebre gravador pernambucano. Samico expõe uma de suas famosas gravuras no salão da Prefeitura de Olinda (na Rua de São Bento, 123, Varadouro, Olinda/PE), lugar onde também estarão os demais veteranos. Todos, afinal, filhos de Olinda.
O projeto expográfico é assinado pela artista plástica e museógrafa Amélia Couto.
Catálogo renovado
Além de conceber a exposição dos dez anos do 10° Olinda Arte em Toda Parte, Raul Córdula pensou ainda o catálogo a partir de um olhar curatorial. Funcionando como um cartão de visitas dos artistas que vivem no Sítio Histórico, a publicação foi dividida este ano em dois volumes – ambos em um formato quadrado.
O primeiro catálogo abriga os inscritos no evento e o segundo, as gerações homenageadas de pais e filhos. Com trabalhos de 134 artistas e artesãos, o Volume 1 segue a concepção habitual, com a diferença de que nesta edição foi dividido em quatro capítulos, de acordo com a técnica utilizada (Pintura, Pintura Folclórica/naïf, Assemblage/bricolage e Escultura), para facilitar a visualização. Já o Volume 2 apresenta os trabalhos da exposição, com obras dos 18 fundadores e 22 herdeiros.
Programação em toda parte
O 10° Olinda Arte em Toda Parte também vai trazer outras novidades em sua programação. Oroteiro gastronômico, por exemplo, chega incrementado com menus que dialogam com as artes plásticas e incluem entrada, prato principal e sobremesa em um único valor (geralmente individual). Ao todo, são 14 restaurantes participantes, funcionando durante os dez dias do evento, com almoço e jantar.
Outra novidade é o enfoque este ano na formação. Oficinas e palestras vão tomar o Sítio Histórico, somando-se às ações comemorativas. Uma das palestras, por exemplo, vai contar com a participação especial da artista contemporânea Marilá Dardot, filha de Liliane Dardot, que viveu em Olinda e fez parte da Oficina Guaianases de gravura. Ambas estarão expondo na mostra concebida por Raul Córdula, que também participa da conversa com Marilá. Já as oficinas serão realizadas no Parque do Carmo. Estão confirmadas aulas com artistas como Tiago Amorim, Karina Agra, Antônio Mendes e Joelson.
Festas e atividades paralelas também animam a programação ao longo do evento. A abertura acontece no dia 2 de dezembro, às 19h, na Prefeitura de Olinda, com a presença de artistas e autoridades. Na solenidade, aberta ao público, será feita uma homenagem a Tereza Costa Rêgo, Sérgio Rezende, Luciana Santos e João Falcão, que ajudaram a criar a iniciativa, em 2001.
O Olinda Arte em Toda Parte é uma realização da Prefeitura Municipal de Olinda, por meio da Secretaria de Patrimônio e Cultura, com patrocínio da Empetur e do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Turismo e Lei de Incentivo à Cultura – Brasil, um País de Todos. Conta ainda com o apoio da Gráfica Santa Marta, vinhos Rio Sol e Ateliê Produtora.

Serviço

10° Olinda Arte em Toda Parte
Quando: De 2 a 12 de dezembro de 2010.
Onde: Nas ladeiras do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco, Brasil. Acesso gratuito.
Site: www.olindaarteemtodaparte.com.br

Veja mais

Programação do 10º Olinda Arte em Toda Parte

O império está nu: a face suja da diplomacia dos EUA é desmascarada

Com a revelação de mais de 250 mil novos documentos sobre as atividades de espionagem dos Estados Unidos em todo o planeta neste domingo (28), o site WikiLeaks mostra a face verdadeira da diplomacia estadunidense, que trabalha com o objetivo de prolongar o domínio imperial sobre o planeta.

Os 250 mil documentos foram divulgados por vários jornais internacionais e mostraram que os Estados Unidos espionaram dezenas de nações, fizeram planos de mudança de governo e ataques contra nações soberanas e também espionaram o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os documentos contêm informações e avaliações levantadas por centenas de diplomatas americanos sobre temas chave da política externa dos EUA, como as ocupações do Afeganistão e do Iraque, o Irã e o Paquistão. Além disso, estão incluídas nos documentos avaliações sobre negociações bilaterais, conversas privadas e conclusões sobre líderes de vários países do mundo.

Uma das situações mais presentes nos documentos é a pressão que os Estados Unidos têm feito contra o Irã. Tony Blair, ex-premiê do Reino Unido, defende o uso da força militar contra o país do Oriente Médio, enquanto a monarquia saudita pede aos diplomatas-espiões dos EUA "que se corte a cabeça da cobra", em alusão ao presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad.

Apesar de espionar também os líderes aliados, o papel da diplomacia-espiã dos Estados Unidos já foi cantado antes por dirigentes como Fidel Castro, que alertou há meses a existência de planos militares dos EUA para derrubar o governo iraniano e destruir suas centrais de energia nuclear. 

Fidel Castro há meses vem alertando o mundo sobre o risco de uma conflagração nuclear desatada pelos Estados Unidos, que agora veio à tona com os documentos sobre ataques ao Irã. Outro objetivo, já denunciado antes, é derrubar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

A base de dados a que o jornal britânico The Guardian teve acesso revela a atividade de espionagem exercida pelas embaixadas dos Estados Unidos na Bósnia, Bulgária, Croácia, Macedônia e Turquia, em busca de informação que possa ser utilizada em chantagens contra esses países, alguns deles aliados dos Estados Unidos na Europa Oriental.

Armênia, Azerbaijão e Geórgia também aparecem nos documentos vazados, além também de Rússia, China e República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

Índia, Afeganistão, Paquistão, países árabes e africanos, assim como Honduras, Colômbia, Paraguai, Brasil e Venezuela, na América Latina, foram também objetos de ampla espionagem por parte dos Estados Unidos.

Ban Ki-moon espionado

Os documentos revelados no domingo incluem um pedido da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, para que seus diplomatas descubram detalhes técnicos sobre a comunicação entre funcionários da ONU, o que incluiria o secretário-geral Ban Ki-moon.

O porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq, evitou falar especificamente sobre os documentos, mas lembrou que a ONU deve ser tratada como uma organização inviolável.

"A ONU não está em posição de comentar a autenticidade do documento que tem por objetivo reunir informações sobre funcionários da ONU e suas atividades", afirmou.

Israel não tem vergonha

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou para a mídia internacional que os documentos mostram "apenas" que seu país estava "cuidando" da situação de tensão com o Irã. Segundo os documentos, o serviço secreto israelense, o Mossad, trocou informações com os arapongas americanos para executar um plano militar contra o Irã.

Outro envolvido na questão contra o Irã é o rei Abdullah, da Arábia Saudita, que pediu reiteradamente a Washington que atacasse o Irã para destruir seu programa nuclear. O rei saudita afirma textualmente que é necessário "cortar a cabeça da cobra", em alusão ao presidente do Irã.

O governo americano também capturou ilicitamente dados biográficos e biométricos, inclusive do DNA, de candidatos à presidência do Paraguai. Um dos documentos vazados dava ordens aos diplomatas no Paraguai para que fizessem perfis das posições políticas de cada candidato.

Em relação à China, os espiões americanos foram instruídos a recolher informações sobre a segurança cibernética do país, a situação da Região Autônoma do Tibete e de Xinjiang, objeto de atos de terrorismo nos anos de 2008 e 2009.

WikiLeaks prova golpe

Manuel Zelaya, presidente hondurenho deposto em um golpe no ano de 2009, falou sobre a cumplicidade americana no golpe que o tirou do governo em julho de 2009, após verificar os documentos sobre o seu país.

"Fica clara a cumplicidade dos EUA ao conhecer previamente o planejamento e a execução do golpe de Estado e mesmo assim fazer silêncio", diz Zelaya em nota enviada da República Dominicana.

Hillary irada

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, considerou o vazamento das informações como "não só um ataque à diplomacia dos Estados Unidos, mas à comunidade internacional".

Hillary é hoje a chefe da diplomacia americana e, na entrevista coletiva, evidentemente não fez nenhuma censura à espionagem diplomática cometida sob os auspícios de George W. Bush e do atual presidente, Barack Obama. Hillary quer que o assunto seja visto como um ataque às "alianças e negociações em busca da paz e da segurança mundial que estão andamento em nível internacional". 


 
Fonte:
http://www.vermelho.org.br

Como fica a mídia se Lula se tornar blogueiro?

Caso o presidente Lula leve adiante a sua ideia de ingressar na blogosfera logo depois de passar o governo em janeiro, esta decisão representará a transformação da internet brasileira numa nova arena partidária, com muitas chances de ofuscar os debates parlamentares e reduzir ainda mais o papel da imprensa na mediação com o público.

Por Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa

A entrevista de Lula a blogueiros, no dia 25 de novembro, pode ser vista como o primeiro passo concreto nesta direção, marcando um novo espaço político onde o presidente vai interagir diretamente com os internautas, passando ao largo do seu próprio partido. Pode ser o que um amigo definiu como “Lula em estado puro”, sem o protocolo presidencial e sem os entraves institucionais.

Caso ele aprenda a manejar os segredos de um blog e do Twitter, o presidente poderá voltar ao estilo conversa em “porta de fábrica” que lhe trouxe tanta popularidade. Só que agora usando o espaço cibernético, cujo alcance é muitíssimo maior do que o megafone dos seus tempos de sindicato.

Se Lula inaugurou um novo estilo de governar durante os seus oito anos de presidente, ele agora pode promover mais uma inovação, ao criar um novo modelo de fazer política, sem a mediação da imprensa e dos partidos políticos. O contexto lhe é muito favorável já que vai sair do Planalto com a popularidade em alta e, mesmo fora do governo, tudo o que disser acabará na agenda política nacional, com ou sem blog.

É inevitável. Se não for Lula, pode ser qualquer outro político a empunhar o computador como ferramenta de comunicação, da mesma forma que Brizola usou a rádio para projetar-se no cenário político nacional, nos idos de 1961.

O ingresso de políticos na blogosfera é apenas uma questão de tempo, porque o sistema oferece vantagens demasiado atraentes para serem desprezadas. Para os políticos é uma plataforma barata e eficientíssima, por conta de seu alcance universal. Para o cidadão é ainda mais atraente porque lhe dá a possibilidade de intervir no debate, coisa que até agora era inviável.

Durante a campanha eleitoral de 2010, a blogosfera entrou em transe por conta das discussões contra e a favor de Lula. Vocês já imaginaram o que acontecerá quando e se o próprio Lula começar a postar sobre tudo e sobre todos?

Há, no entanto, uma outra cara da moeda. A polarização inevitavelmente gera uma guerra informativa em que a verdade é sempre a primeira vítima. Já tivemos um pouco disso na última campanha eleitoral, mas o fenômeno pode se tornar ainda mais intenso, caso a polêmica entre lulistas e antilulistas se transfira de corpo e alma para o espaço cibernético, onde as limitações são muito menores.


Fonte: http://www.vermelho.org.br/